Nos dias 26 e 27 de julho, o Instituto Inhotim recebeu uma emocionante excursão promovida pelo Coletivo Cio da Terra e pelo próprio Instituto, em parceria com a Associação Nossa Cidade, o SJMR Belo Horizonte e o Projeto LER, da PUC Minas. A atividade fez parte das ações em celebração ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia de Tereza de Benguela, importantes marcos na luta e resistência das mulheres negras no Brasil.
Realizada de forma presencial no Inhotim, a excursão reuniu cerca de 80 pessoas e teve como destaque uma roda de conversa conduzida pelo Coletivo Cio da Terra. O espaço foi dedicado à troca de vivências, à escuta ativa e à construção de memórias coletivas, valorizando as narrativas de mulheres negras, muitas vezes silenciadas ou invisibilizadas ao longo da história.

FOTO: Felipe Ivanicska / A Banda Filmes
“Foi profundamente emocionante poder dar voz a essas histórias, fortalecer nossas próprias vozes e ocupar espaços de fala e escuta, dedicados à memória, à resistência e ao reconhecimento dessas mulheres. Também foi muito especial ouvir os relatos das pessoas que participaram, contando como aquele dia foi um momento de descanso, de conexão com a natureza e com a arte. Para cada migrante que viveu essa experiência, foi algo marcante. Sem dúvida, foi um momento perfeito para o fortalecimento dos vínculos entre os migrantes algo realmente muito bonito de se ver”, destacou Andris Hurtado, integrante do Cio da Terra e agente de acolhida no SJMR.
A ação reafirma o compromisso das organizações envolvidas com a valorização da memória, da identidade e da resistência das mulheres negras, especialmente em contextos de mobilidade humana. Foi também uma oportunidade única de conexão com a arte, com a natureza e com o afeto, elementos essenciais para o fortalecimento dos vínculos e do pertencimento de pessoas migrantes e refugiadas.

FOTO: Felipe Ivanicska / A Banda Filmes