Publicação apresenta os resultados dos cinco escritórios e mostra a ampliação do alcance das ações mesmo com a redução de 38% dos recursos
O Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) Brasil lança, nesta quinta-feira (27), o Relatório Anual 2025, publicação que reúne os principais resultados, iniciativas e aprendizados da instituição ao longo do ano. Em 2025, foram realizados 45.587 atendimentos a 34.225 pessoas, em ações de documentação, proteção e meios de vida.
Os números refletem a ampliação da atuação do SJMR, com a presença em novos espaços da Operação Acolhida, como o Posto de Triagem e Interiorização (PTRIG) de Boa Vista (RR), e a inclusão, no levantamento, do alcance das atividades coletivas realizadas pela instituição. Em relação a 2024, o número de pessoas atendidas cresceu 123%.
Os resultados foram alcançados em um cenário de redução de 38% dos recursos do SJMR em comparação com o orçamento de 2024. Segundo o relatório, a mudança exigiu a readequação de estratégias, o aprimoramento dos processos de planejamento e a priorização de ações consideradas essenciais, como a regularização documental, os encaminhamentos à rede de serviços públicos e as iniciativas de empregabilidade.
A publicação apresenta o trabalho desenvolvido pelo SJMR em Boa Vista (RR), Manaus (AM), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e São Leopoldo (RS). A documentação foi a principal área de atuação, com 26.625 atendimentos, seguida por Proteção, com 14.196, e Meios de Vida, com 4.766. Ao longo do ano, também foram realizadas 136 ações em grupo, com alcance de 9.712 pessoas.
Ao longo de 2025, o SJMR ampliou e diversificou sua atuação nos territórios. Em Boa Vista (RR), a documentação ganhou uma nova frente com o início das atividades no Posto de Triagem e Interiorização (PTRIG), enquanto ações itinerantes levaram serviços a municípios do interior de Roraima. Em Manaus (AM), foram desenvolvidas iniciativas de ensino de português, empreendedorismo, empregabilidade e enfrentamento à xenofobia.
Em Belo Horizonte (MG), o trabalho reuniu ações de proteção social, acesso à justiça, atendimento itinerante e ensino de português como língua de acolhimento. O Projeto Ler e Tecer, desenvolvido em parceria com a PUC Minas, manteve uma trajetória de formação e integração que já alcançou mais de 3 mil pessoas desde sua criação.
No Rio Grande do Sul (RS), o SJMR manteve ações de resposta humanitária após as enchentes de 2024 e ampliou iniciativas voltadas à empregabilidade e ao empreendedorismo de mulheres migrantes e refugiadas. Em São Leopoldo e nos municípios do Vale do Taquari, foram realizadas ações de proteção, formação e acesso a direitos, incluindo um curso de português como língua de acolhimento para pessoas haitianas no município de Lajeado (RS). O projeto de resposta humanitária desenvolvido na região, em parceria com a Inditex, beneficiou mais de 6 mil pessoas.
Em Brasília (DF), o SJMR atuou na integração comunitária, no acesso a direitos e na articulação de políticas públicas, incluindo a participação no Comitê Distrital de Apoio a Migrantes, Refugiados e Apátridas (Codamira/DF).
O Relatório Anual também conta sobre conquistas institucionais registradas em 2025. O SJMR recebeu o Prêmio Direitos Humanos – Edição Luiz Gama & Esperança Garcia, concedido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, na categoria Garantia dos Direitos das Pessoas Migrantes, Refugiadas e Apátridas.
Na área de comunicação, a instituição recebeu o Prêmio de Comunicação Dom Hélder Câmara, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pela reportagem “Vínculo de trabalho permite que migrantes e refugiados se integrem à sociedade brasileira”, assinada por Monalisa Coelho.
O Relatório Anual 2025 apresenta ainda registros das ações realizadas ao longo do ano, mês a mês, e dos processos de articulação desenvolvidos pelo SJMR nos territórios. A publicação está disponível para leitura no link abaixo.
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