Jornada de documentação atende mais de 300 pessoas em Rorainópolis (RR)

Iniciativa buscou reduzir barreiras enfrentadas por migrantes e refugiados que vivem no interior de Roraima para acessar serviços de documentação

 

Entre os dias 18 e 20 de agosto, uma jornada de atendimento voltada à regularização migratória foi realizada em Rorainópolis (RR), reunindo o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR), a Humanidade Mais que Fronteiras (HMF), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDES), a Receita Federal e a Secretaria Municipal da Juventude. Ao longo dos três dias, 342 pessoas foram atendidas em serviços relacionados à documentação.

Além dos atendimentos realizados durante a jornada, 132 pessoas foram agendadas para a entrega de cédulas, realizada pela Polícia Federal em Rorainópolis no dia 22 de agosto. A iniciativa buscou facilitar o acesso da população migrante e refugiada que vive no município a serviços de documentação, evitando deslocamentos até Boa Vista.

 

A Receita Federal participou da atividade com atendimentos relacionados ao CPF. Foram realizados 15 atendimentos para emissão do documento, 18 para consulta de situação cadastral, 13 para atualização e cerca de 48 para prestação de informações, totalizando aproximadamente 94 atendimentos.

 

Segundo Luis Hoyos, ponto focal de documentação do SJMR Boa Vista, a escolha de Rorainópolis para receber a jornada partiu da identificação de uma demanda significativa da população migrante e refugiada que vive no município e enfrenta dificuldades para acessar serviços de regularização.

 

“Muitas pessoas precisam se deslocar por longas distâncias para acessar a regularização migratória e outros serviços relacionados à documentação. Isso envolve custos com transporte, alimentação e, em alguns casos, a necessidade de se ausentar do trabalho. Para famílias em situação de maior vulnerabilidade, essas dificuldades podem fazer com que a regularização seja adiada ou até mesmo não seja realizada dentro dos prazos necessários”, explica.

 

Além dos serviços de documentação, a jornada também possibilitou identificar outras demandas e realizar os encaminhamentos necessários. 

 

“Levar o atendimento diretamente para Rorainópolis foi uma forma de aproximar esses serviços da população e reduzir essas barreiras de acesso. A ação também nos permitiu identificar outras demandas e orientar as pessoas de acordo com cada situação”, afirma.

 

Para Tainanda Oliveira, assistente de proteção do ACNUR, a atuação conjunta também contribui para fortalecer a capacidade das equipes envolvidas no atendimento.

 

“Trabalhar em parceria e de forma conjunta nos permite ampliar a rede de atendimento local e construir respostas mais efetivas, além de promover oportunidades de treinamento e capacitação”, afirma.

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