O projeto Refugiadas Empreendedoras encerrou, na quarta-feira (29), em Porto Alegre (RS), o ciclo de mentorias voltado à formação de 19 mulheres haitianas. Durante o encontro, as participantes apresentaram os negócios desenvolvidos ao longo dos últimos três meses. Agora, cada uma receberá um capital semente de R$ 3 mil para investir no fortalecimento do empreendimento.
Promovido pelo Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR), com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e implementação da Agência Territorialize de Fomento Social, o projeto oferece formação em empreendedorismo e acompanhamento técnico para mulheres migrantes e refugiadas.

Ao longo da formação, as participantes elaboraram Planos de Desenvolvimento Individuais e estruturaram iniciativas nas áreas de gastronomia, confeitaria, costura, venda de cosméticos, vestuário, serviços de beleza e decoração.
O grupo é formado por mulheres migrantes e refugiadas que participam da iniciativa para fortalecer seus empreendimentos e ampliar oportunidades de geração de renda. Muitas reconstruíram seus projetos de vida no Brasil após deixarem seus países em razão de crises humanitárias e conflitos.
Segundo Isadora Konzen, analista social de Meios de Vida do SJMR em São Leopoldo, 84% das participantes têm filhos pequenos, 42% são mães solo e 63% são as principais responsáveis pela renda da família. “Ao apoiar essas iniciativas, ampliamos as oportunidades de integração socioeconômica e de reconstrução de projetos de vida no Brasil”, afirma.