SJMR Brasil e Colégio São Luís (SP) apresentam a exposição fotográfica “ENTRE” e promovem a reflexão sobre o drama de migrantes e refugiados

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Exposição fotográfica “ENTRE – Vidas migrantes e refugiadas na fronteira do Brasil”, de Dimas Oliveira, SJ, traz a realidade dramática das migrações forçadas e marca as reflexões do 107º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (DMMR)

A narrativa fotográfica de vidas migrantes em deslocamento forçado e em situação de refúgio são o ponto de partida da exposição “ENTRE – Vidas migrantes e refugiadas na fronteira do Brasil”, uma parceria entre o SJMR Brasil e o Colégio São Luís, em São Paulo (SP), que estará em exibição, a partir do dia 27 de setembro. Até 8 de outubro, a comunidade educativa do Colégio poderá conferir os registros do fotógrafo jesuíta Dimas Oliveira, SJ, que também estarão disponíveis para visita virtual pelo link www.saoluis.org/exposicao-entre e marcam as reflexões do 107º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, data celebrada pela Igreja Católica no próximo domingo, dia 26.

Os registros da exposição “ENTRE – Vidas migrantes e refugiadas na fronteira do Brasil” foram realizados na região norte do Brasil, em janeiro de 2020. O ponto de partida do fotógrafo Dimas Oliveira é a fronteira entre Brasil e Venezuela. “Pacaraima (RR) é a primeira cidade que as pessoas migrantes e refugiadas venezuelanas encontram ao ingressarem em território brasileiro. A rotina do município se alterou devido aos novos moradores que acabam se instalando na cidade, muitas vezes, por falta de recursos para continuar o caminho até Boa Vista, capital do estado de Roraima. Tanto em Pacaraima como em Boa Vista, mesmo com algumas ações promovidas pelas entidades governamentais, ainda há muitas pessoas que têm sofrido com a falta de políticas públicas, de oportunidades e com a xenofobia”, destaca o jesuíta.

Em Manaus (AM), Dimas Oliveira visitou o abrigo dos migrantes indígenas venezuelanos na periferia da cidade e a situação pareceu ser ainda mais alarmante. Cerca de quinhentas pessoas abrigavam-se no Residencial São José, um conjunto habitacional oferecido pela prefeitura aos indígenas da etnia Warao. O cenário calamitoso obrigava as pessoas a enfrentarem situações diversas, como surto de doenças (causadas, principalmente, pelas condições de higiene), abusos sexuais, conflitos e, recentemente, ingresso dos jovens indígenas ao tráfico de drogas. “As particularidades da identidade cultural indígena, além da falta de oportunidades de trabalho e do expressivo número de crianças fora da escola só agravaram o quadro dessas pessoas”, relembra o fotógrafo.

A partir das imagens, o jesuíta pretende apresentar a realidade das pessoas migrantes e refugiadas em um país de dimensões continentais, mas, principalmente, deseja que, por meio da contemplação dos olhares dessas pessoas, os espectadores percebam o outro, a outra para que, através da perspectiva da alteridade, as atitudes humanas sejam ressignificadas eticamente. 

107º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

A exposição marca as reflexões do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (DMMR), data celebrada pela Igreja Católica, desde 1914, como uma oportunidade para exprimir preocupação pela diversidade de pessoas vulneráveis que se deslocam pelo mundo; para rezar por elas dado que enfrentam muitos desafios; e para aumentar a sensibilização acerca das oportunidades proporcionadas pelas migrações.

Neste ano, DMMR será celebrado no próximo domingo, dia 26 de setembro, com o tema “Rumo a um ‘nós’ cada vez maior”. Em sua mensagem, Papa Francisco reforça que o mundo está dilacerado e dividido, ferido e desfigurado. O pontífice também faz um apelo para caminharmos para recompor a família humana, a fim de construirmos em conjunto o nosso futuro de justiça e paz, tendo o cuidado de ninguém ficar excluído. E acrescenta: “o preço mais alto é pago por aqueles que mais facilmente se podem tornar os outros: os estrangeiros, os migrantes, os marginalizados, que habitam as periferias existenciais”.

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