O Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) de São Leopoldo realizou, na terça-feira (24), uma ação itinerante em Novo Hamburgo (RS), com atividades voltadas prioritariamente a mulheres migrantes e refugiadas, além de atendimentos ao público em geral.
A iniciativa — conhecida como SJMR Itinerante — levou os setores de Proteção Social, Proteção Documental e Meios de Vida aos bairros Primavera e Santo Afonso, com oficinas, orientações e atendimentos individualizados. Novo Hamburgo (RS) tem atualmente cerca de 3 mil migrantes ou refugiados, sendo mais de 60% mulheres, o que orienta iniciativas com foco nesse público, como a ação realizada pelo SJMR.
A ação foi realizada em parceria com a Prefeitura de Novo Hamburgo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação (SDSH) e da Coordenadoria de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (COMPPPIR), com apoio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Primavera e da Base de Ações Comunitárias Integradas (BACI), no bairro Santo Afonso.
Pela manhã, no CRAS Primavera, participaram migrantes venezuelanos, paraguaios, argentinos e cubanos. Houve oficinas sobre naturalização, direitos das mulheres no mercado de trabalho e atividades em grupo, além de atendimentos conforme as demandas apresentadas.
À tarde, a programação ocorreu na BACI Santo Afonso, com migrantes venezuelanos, cubanos e haitianos. As atividades incluíram orientações e atendimentos com foco na integração socioeconômica. Durante a ação, a empresa Calçados Beira Rio ofereceu vagas de emprego e realizou cadastro de interessados. Equipes do CRAS Santo Afonso e da Guarda Civil Municipal acompanharam as atividades.
A psicóloga do SJMR em São Leopoldo, Natália Granja, afirma que a atuação com pessoas migrantes e refugiadas exige estratégias que considerem as especificidades dessa população, especialmente no momento de chegada ao estado. “Em geral, essas pessoas chegam ao Rio Grande do Sul com o objetivo de estabelecer moradia. Nesse contexto, é fundamental garantir o acesso integral às políticas públicas e aos programas governamentais, com base nos direitos humanos e na não discriminação”, diz.
Para ela, a articulação com o poder público é central para garantir o acesso a direitos. “A presença em conjunto nos territórios fortalece a rede de atendimento e amplia o alcance dos serviços”, afirma.
Natália acrescenta que ações itinerantes ajudam a ampliar o acesso da população migrante aos serviços. “Além do atendimento direto, essas iniciativas ampliam o acesso aos serviços do SJMR e fortalecem as redes intersetoriais, ao promover trocas entre equipes e o reconhecimento dos serviços nos territórios.”
