Em parceria com a Polícia Federal, SJMR mantém agenda contínua de entrega de cédulas em Boa Vista

Duas ações de entrega de documentos para migrantes e refugiados foram realizadas nos dias 13 e 26 de fevereiro, em Boa Vista (RR). As iniciativas integram uma parceria semanal entre o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) e a Polícia Federal, voltada à regularização migratória.

 

Em média, 500 pessoas são atendidas a cada agenda. O atendimento é voltado, principalmente, para a entrega de Carteiras de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documentos Provisórios de Registro Nacional Migratório (DPRNM) — emitido enquanto o processo definitivo é concluído. Apenas na primeira ação do mês, 526 documentos foram entregues. A regularização é etapa fundamental para acesso ao trabalho formal e a políticas públicas no país.

 

A mobilização do dia 26 manteve o fluxo de entregas e ampliou os serviços oferecidos, em articulação com organizações parceiras. A equipe de soluções duradouras do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) disponibilizou informações sobre cursos on-line de universidades estrangeiras, com certificação. Houve, através da Organização Internacional para as Migrações (OIM), sessão informativa sobre a estratégia de interiorização, que prevê realocação voluntária para outras cidades do país, com oferta de vagas nas modalidades de reunião social, reunificação familiar e emprego, no âmbito da Operação Acolhida.

 

A Cruz Vermelha Brasileira disponibilizou ligações telefônicas e envio de mensagens para que os participantes pudessem falar com familiares em outros países. Também foram realizados atendimentos básicos de saúde. A mobilização incluiu, ainda, processo seletivo conduzido pela Marfrig Global Foods, com vagas em diferentes estados.

 

O representante da área de documentação e ponto focal do SJMR na iniciativa, Luís Hoyos, destacou a importância da mobilização. “A documentação representa dignidade, acesso a direitos e a possibilidade real de reconstruir a vida no Brasil”, afirmou. 

 

Segundo ele, a atuação conjunta potencializa os resultados. “Quando trabalhamos em rede com a Polícia Federal e demais instituições, conseguimos oferecer não apenas documentos de regularização, mas oportunidades concretas de integração e autonomia.”

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