Dia da Visibilidade Trans: SJMR lança cartilha informativa para migrantes e refugiados

Home / Brasil / Dia da Visibilidade Trans: SJMR lança cartilha informativa para migrantes e refugiados

Amanhã, 29 de janeiro, é o Dia da Visibilidade Trans. No Brasil, a data destinada a promover reflexão e conscientização a respeito da cidadania de pessoas trans. Diante disso, com o objetivo de promover informações seguras para a população migrante e refugiada, o SJMR em Porto Alegre lança a cartilha “Visibilidade Trans” e realiza sessões informativas na recepção do centro de atendimento.

A iniciativa de produzir materiais informativos para as populações migrantes é de extrema importância para visibilizar as demandas dessa população e conscientizar sobre os direitos que elas possuem. “As sessões informativas realizadas na recepção são potentes, pois aproveitam o espaço de espera para orientar o público que comparece ao serviço e contribui para a redução do estigma”, comenta Mariana.

De acordo com Mariana Ramos, psicóloga do SJMR, o Brasil é um dos países que mais mata pessoas travestis e transexuais no mundo e o combate à transfobia deve estar presente em todas as esferas sociais. “Pessoas trans migrantes e refugiades sofrem múltiplas opressões e estão em maior risco de sofrer violência que a população migrante e refugiada no geral”, relata.

A cartilha, que foi produzida por Mariana Ramos (psicóloga SJMR), Anderson Fagundes (analista social SJMR), conta com o apoio do ACNUR, Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF) e Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM) do Departamento de Estado dos Estados Unidos e pode ser acessada virtualmente clicando aqui.

Transfobia

Transfobia é crime! É considerada transfobia qualquer ato de praticar, induzir, ou incitar a discriminação ou preconceito, em razão da orientação sexual da qualquer pessoa. A pena é de 1 a 3 anos, mais multa.

Para denunciar primeiro passo é comparecer à delegacia mais próxima e registrar um boletim de ocorrência. Mulheres travestis e transexuais e têm o direito de serem atendidas nas delegacias especializadas de atendimento à mulher.

As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, gerido pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. O serviço funciona 24 horas por dia, inclusive em feriados e fins de semana, gratuitamente. A denúncia registrada por lá é analisada e encaminhada aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos responsáveis.

Deixe um Comentário