Roda de conversa discute “Empreendedorismo Feminino” no Rio Grande do Sul

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Apresentar para as mulheres migrantes e refugiadas as possibilidades de atuação na área de mão de obra feminina ligada à manutenção e reformas gerais de residências. Esse foi um dos objetivos da roda de conversa “Empreendedorismo Feminino: conversando com a Rede de Mulheres Empreendedoras Diosa – Mão de Obra Feminina”, realizada nesta quarta-feira (07), pela equipe de Meios de Vida SJMR Porto Alegre, em parceria com a Rede de Mulheres Empreendedoras Diosa. A ação também teve o intuito de engajar mulheres migrantes interessadas em formar um grupo de interessadas em realizar cursos de qualificação na área e receber suporte e acompanhamento sobre empreendedorismo.

Cerca de 20 mulheres migrantes participaram da roda de conversa, que foi muito importante para sensibilizar sobre a inserção no mercado por meio do trabalho autônomo e empreendedorismo, além de servir como um espaço para a troca de experiências entre mulheres que encontraram seus meios de vida em um espaço ainda bastante masculinizado. A ação também foi essencial para realizar a formação de redes de contatos entre mulheres brasileiras e as mulheres migrantes e refugiadas que trabalham na área de construção civil e reformas.

A oficina foi uma introdução da capacitação que será ofertada pelo SJMR em parceria com a Diosa – Mão de Obra Feminina. A Diosa – Mão de Obra Feminina é uma start up que valoriza a mão de obra feminina através de tecnologia. Elas conectam profissionais mulheres qualificadas na área de consertos e reformas a clientes que valorizam serviços de qualidade combinados a uma causa social, buscando maior igualdade de gênero na sociedade. “Trabalhamos com a criação, qualificação e desenvolvimento de uma rede de mulheres que trabalham de forma autônoma na construção civil, conectando-as com clientes”, afirma Lara Blessmann, Sócia fundadora da Diosa – Mão de Obra Feminina.

“A atividade nos surpreendeu positivamente devido à alta adesão das mulheres e seus relatos, bem como suas perspectivas para o futuro, às quais mencionam o grande interesse pela área de construção civil. Conforme nosso levantamento durante as inscrições, cerca de 45% das mulheres já tinham alguma experiência em manutenção e reformas gerais de residências, faltando-lhes a capacitação, orientação e acompanhamento de suas jornadas laborais. Acreditamos que essa parceria com a Diosa irá trazer muitos benefícios para a vida das mulheres migrantes e refugiadas que, porventura, vierem a realizar o curso e integrarem a rede Diosa – mão de obra feminina”, relata Anderson Fagundes, analista social do SMJR e organizador do evento.

De acordo com Joana Lopes (Analista Social do SJMR ), foi um espaço lindo de troca de experiências e relatos de vida, além de uma oportunidade de incentivar a busca de novas capacitações. “As mulheres migrantes e refugiadas se mostraram muito interessadas em atuar nessa área. Mesmo aquelas que não tinham experiência na área de construção civil e reparos expressaram muita vontade de aprender, que é a parte mais importante”, comenta.

O evento online foi mediado por Joana Lopes e contou com a participação de Lara Blessmann, Ana Paula Roos e Gabriela Machado, da Diosa – Mão de Obra Feminina. As três colaboradoras explicaram sobre o funcionamento da rede, que é composta por mulheres autônomas que oferecem uma nova experiência de serviços de consertos e reformas residenciais. Além disso, Ayme Pedroso Duarte, Aline Trindade e Lisa Araujo, profissionais da área cadastradas na rede Diosa, compartilharam suas vivências como mulher no ramo da construção civil.

“Aprendi muitas coisas que me fizeram evoluir profissionalmente e também o melhor que é como pessoa, a Diosa me amparou quando eu mais precisei, me abraçou tão forte que juntou meus cacos”, relata Ayme Pedroso Duarte, profissional parte da Rede de mulheres da Diosa – Mão de Obra Feminina.

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