Setembro Amarelo é tema de Semana de Sensibilização em Manaus

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Entre os dias 22 e 24 de setembro, no SJMR Manaus, aconteceu a “1ª Semana Setembro Amarelo”. A proposta da atividade partiu da voluntária Sonia Regina, que atua no SJMR desde 2020.

De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de suicídio cresceu em 60% nos últimos 45 anos. Com o intuito de diminuir esses números e sensibilizar a população sobre o tema, foi criada uma campanha mundial durante o mês de setembro, o chamado “Setembro Amarelo”. A partir dessa mobilização, a coordenação do SJMR Manaus aproveitou os espaços de fala em que atua para proporcionar momentos de debate, diálogo e orientações, sobretudo para as pessoas migrantes, visto que muitos precisam de ajuda e não tem conhecimento de que é possível encontrar locais que podem apoiá-los de forma gratuita, além de não conhecerem o significado das iniciativas que acontecem durante o mês de setembro.

No dia 22 de setembro, migrantes e refugiados acolhidos no Abrigo Oasis I puderam conhecer as origens do Setembro Amarelo e compreender um pouco mais sobre a saúde mental, assim como a sua importância.

Com a participação do psicólogo Silas, 70 pessoas participaram de uma palestra sobre o Setembro Amarelo, no espaço do SJMR Manaus. A atividade aconteceu no dia 23 e contou com dinâmicas e orientações sobre o cuidado com a saúde do corpo e da mente. No dia 24, foi realizado um momento de partilha com a equipe interna, onde foi possível compartilhar histórias de vida e momentos em que foi necessário redobrar o cuidado com a saúde mental, além da atenção tantas pessoas que passam pelo atendimento, muitas vezes fragilizadas.

A voluntária Sonia Regina, comenta que foi muito gratificante poder fazer essa sensibilização sobre a importância de combater o suicídio com os migrantes. “Me passou pela cabeça como não estaria a saúde mental dessas pessoas? Como os acontecimentos recorrentes afetaram de todas as formas possíveis suas vidas? E com essa pandemia, que veio só para evidenciar ainda mais o óbvio? E tal pensamento se materializou, pois, durante as palestras pudemos ver o quanto essas pessoas se encontram fragilizadas não somente por conta da questão social e econômica que se encontram, como psicológicas também”, disse.

Sonia ainda ressalta que, a partir destes momentos, foi possível perceber o quanto é importante dar um pouco mais de atenção sobre a prevenção ao suicídio para pessoas migrantes e refugiadas. “O tema é importante para mim, pois sou uma das pessoas que durante anos viveu essa realidade. Hoje entendo com propriedade como é difícil essa trajetória e a busca por ajuda profissional. E além da questão do aceitar que precisa de ajuda, o mais importante é fazer o tratamento certo, sem interrupções”, finalizou.

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