Ricardo e sua família foram interiorizados para Santa Catarina para ele trabalhar em um frigorífico local. Após três meses, eles já saíram da moradia temporária e estão em aluguel próprio

Depois que decidiu sair da Venezuela para o Brasil e viver cerca de um ano em Boa Vista (RR), o venezuelano Ricardo José Blanco Rojas, 49, começa uma nova história em Santa Catarina – estado para o qual foi interiorizado junto com sua família para trabalhar em um frigorífico local.

Em fevereiro Ricardo e sua família (esposa, mãe e o irmão mais novo), foram interiorizados para Seara, por meio de uma parceria entre a AVSI Brasil e o Serviço Jesuíta para Migrantes e Refugiados – SJMR Boa Vista.

Ele e o irmão foram selecionados para trabalhar em um frigorífico local. O projeto disponibilizou acomodação temporária por três meses para a família, além de garantir uma assistente social neste período para ajudar na adaptação familiar junto à população local, além de acompanhar os dois no novo ambiente de trabalho.

Na Venezuela Ricardo foi chefe de polícia por muito tempo na cidade de Maturín (estado de Monagas), mas nos últimos tempos a situação econômica do país não permitia mais que ele e sua família conseguissem sobreviver, levando-os a deixar tudo para trás para tentar uma nova vida no Brasil. “Foi uma decisão muito difícil. Antes da crise, tínhamos uma vida normal. Todo mundo trabalhava e a gente tinha como manter as coisas. Foi complicado deixar todas nossas referências, amigos, tudo para ter uma nova vida, mas graças à Deus agradeço pelo fato do Brasil ter aberto as portas e de eu estar trabalhando hoje”, relembra.

Sobre a adaptação na nova cidade, Ricardo avalia ter sido tudo positivo. “Agora tenho uma perspectiva para viver. Ter um futuro, trabalhar e fazer uma nova vida”. Sobre o ponto negativo, a única dificuldade foi a adaptação com frio na região, já que o clima da Venezuela é muito diferente ao do Oeste catarinense, onde a temperatura é muito baixa neste período. Mas a família não reclama.

A família Rojas foi uma das primeiras que se organizou para sair da acomodação temporária de três meses. Agora Ricardo já mantém a família numa casa alugada em seu nome e não depende mais do benefício. “Daqui para frente, a única expectativa é manter nossa qualidade de vida. Pretendo trabalhar cada dia mais e garantir o bem-estar da minha família”, prevê o venezuelano

Informações e crédito da foto: Assessoria AVSIBrasil

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