O SJMR BH lança nota repudiando atos de violência contra pessoas de qualquer nacionalidade, independente da orientação sexual

Home / Belo Horizonte / O SJMR BH lança nota repudiando atos de violência contra pessoas de qualquer nacionalidade, independente da orientação sexual

Amar e Migrar é um direito humano.

O Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados de Belo Horizonte, repudia todo ato de violência, sobretudo, crime de ódio voltado a quaisquer populações, identidades de gênero ou orientações sexuais.

Diante de inúmeras notícias de violência contra a população LGBTQIA+, e com o episódio ocorrido recentemente na cidade de Itaguara, em Minas Gerais – noticiado no dia 14, em canais de comunicação -, seguindo o princípio do Direito Humano a liberdade de vivência plena da sexualidade na sua diversidade. Por isso, reafirmamos nosso compromisso institucional com a comunidade LGBTQIA+ e brasileira, assim como todas as pessoas migrantes e refugiadas.

Segundo dados do ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e Ministério Público, entre 2010 e 2016 o Brasil processou cerca de 369 solicitações de refúgio fundamentada na perseguição relacionada a sexo, orientação sexual ou identidade de gênero. Contudo, ainda há um desafio para a garantia desses direitos e o Brasil segue tendo altíssimos índices de violência contra esta população. Desse modo, não apenas a barbárie contra pessoas LGBTQIA+ impetradas contra brasileiros, e muitas levam à morte, o coletivo de migrantes e refugiados, ligado ao SJMR BH buscamos outras possiblidades de viver livre e com direitos garantidos conforme a Legislação do país.

Não é difícil de imaginar que as expectativas das pessoas migrantes e refugiadas LGBTQIA+ durante o processo de integração no Brasil venha a ser frustrada. Se, no início pode haver uma boa perspectiva quanto ao acesso a alguns direitos e pela representatividade de grupos LGBTQIA+ lutando ativamente pelos direitos, por outro lado, lideramos o ranking mundial de assassinato de pessoas trans segundo relatório da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil) e segundo os dados do Atlas da Violência de 2019, produzido pelo IPEA, as denúncias de homicídios contra a população LGBTQIA+ triplicaram no estado.

Migrantes e Refugiados, brasileiros natos, nos juntemos para ecoar que toda forma de Amar e Migrar é um direito humano e não calaremos diante desses horrores contra a Vida.

Deixe um Comentário