Projeto “Escuta sem Fronteiras” oferece apoio psicológico gratuito para pessoas migrantes e refugiadas em Minas Gerais

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O SJMR Belo Horizonte, em parceria com o Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, lançaram o projeto “Escuta sem Fronteiras”, que tem como objetivo ampliar as possibilidades de acolhimento e escuta psicológica gratuita para pessoas migrantes e refugiadas, na região metropolitana de Belo Horizonte, principalmente neste contexto da pandemia do coronavírus. Para se inscrever na iniciativa, que contará com atendimentos remotos e gratuitos, basta clicar aqui.

Durante as atividades do projeto serão formados Grupos de Encontro Online, com a participação de 4 a 10 pessoas, que promoverão um espaço para partilha e acolhimentos das experiências dos migrantes em um ambiente seguro, livre e empático. “Os grupos de encontro são uma excelente oportunidade para que as pessoas em situação de migração e refúgio interessadas no projeto possam expressar seus sentimentos, desafios e conquistas vivenciadas, principalmente, nesse processo de mobilidade”, relata Luiza França, psicóloga que faz parte da equipe de Integração Social do SJMR- BH e coordenadora o projeto “Escuta sem Fronteiras”.

Os Grupos de Encontros são exclusivos para pessoas migrantes e refugiadas residentes no estado de Minas Gerais, mas, caso ocorram inscrições de outros estados, o SJMR BH encaminhará as solicitações para iniciativas de outras organizações e da rede SJMR Brasil. Todos os atendimentos serão realizados por meio de plataforma virtual, com agendamento prévio. O projeto também incentiva a participação de mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIA+ e oferece um espaço seguro de escuta e acolhimento para essas comunidades.

“A proposta do Grupos de Encontro é proporcionar uma vivência rica e significativa para aqueles que desejam participar. Nesse contexto de pandemia, onde podemos nos sentir muito isolados e distanciados, a escuta psicológica traz acolhimento, relações interpessoais e senso de pertencimento”, comenta Bruno Martins, psicólogo e pesquisador, que atua voluntariamente como coordenador adjunto do projeto.

“As iniciativas de proteção psicológica para as pessoas migrantes e refugiadas requerem várias interfaces, mas sobretudo o foco na saúde mental, a organização de ferramentas para cuidar das dores advindas de tantas violências na jornada migratória e aquelas da integração local são primordiais. Os Grupos de Encontros querem ser mais um espaço seguro para todas as pessoas, de forma que elas possam encontrar nessa iniciativa novas oportunidades de cuidado”, afirma Marcelo Lemos, coordenador do SJMR BH.

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