Escuta Sem Fronteiras: migrantes encontram assistência psicológica e apoio emocional em grupos de encontro online

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O SJMR Belo Horizonte, em parceria com o Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, realizou entre os meses de maio e junho o primeiro grupo de escuta e acolhimento psicológico do projeto “Escuta sem Fronteiras”. Os grupos de encontro, que devido à pandemia são virtuais, são voltados para o público migrante e refugiado que deseja participar de um espaço de escuta psicológica gratuita em grupo, ampliando assim as possibilidades de acolhimento e criação de vínculos. Os migrantes que participaram do projeto neste período têm elogios à iniciativa.

Nazar Jose Camacho Silva é médico venezuelano e trabalhou no programa Mais Médicos para o Brasil por seis anos, mas atualmente está desempregado. De acordo com ele, sua experiência no grupo foi fundamental para esse período de readaptação. “Sou uma pessoa muito fechada e guardo tudo para mim. Mas o grupo me permitiu a oportunidade de me abrir e falar muitas coisas que há muito não dizia a respeito”, comenta.

Da mesma forma, Daryl Thomas, de nacionalidade camaronesa e refugiado no Brasil há três meses, destacou a importância dos encontros. “Achei sublime a contribuição psicológica e moral que ele suscita em mim. Devido ao meu passado doloroso e às vezes trágico, este programa me permitiu abrir e conversar com pessoas experientes.” Conforme Daryl, é graças a este programa que ele tem recebido atenção e apoio emocional. “Não posso descrever todas as vantagens deste programa, mas pela minha pouca experiência, para todos os migrantes e refugiados como eu, participar de um grupo deste tipo pode trazer muita satisfação. Muito obrigado a todos os iniciadores do grupo e boa continuação no projeto.”

O Escuta sem Fronteiras é coordenado pelos psicólogos Bruno Henrique Silva Martins e Luiza França, colaboradora do SJMR BH. As conversas são online e os psicólogos disponibilizam as atividades de grupo com frequência, a partir das demandas de migrantes. As inscrições para participar dos grupos ficam abertas de forma permanente neste link. As pessoas inscritas são contatadas quando surge a possibilidade para abertura de um novo grupo. Ao total, são quatro encontros e existe a possibilidade de o atendimento continuar de modo individual, caso tenha disponibilidade dos (as) profissionais psicólogos (as) voluntários.

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