Programa de Interiorização “Acolhe Minas” recebe 39 novos migrantes em BH

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O SJMR Belo Horizonte realizou, na última quinta-feira (22), a recepção de 39 migrantes e refugiados que chegaram em Belo Horizonte por meio do Programa de Interiorização “Acolhe Minas”, em parceria com o ACNUR. Dos recém-chegados, 26 são adultos e 13 são crianças que saíram da Venezuela depois da crise econômica e política que atinge o país. O grupo foi dividido em duas casas de acolhida: seis famílias foram recebidas na Vila Alberto Hurtado, no bairro Santa Amélia, e 13 adultos solteiros estão na Casa do Imigrante Boa Viagem, na região central da capital mineira.

Migrantes acolhidos na Vila Alberto Hurtado

Os espaços de acolhida são abrigos e pontos de partida para os migrantes. “Nas casas de acolhimento essas famílias recebem apoio para se estabelecer no país, além de ferramentas para ajudá-los nesse processo de inserção local, como aulas de português, que vão se somar às capacidades de cada um”, comenta Marcelo Lemos, coordenador do centro de referência do SJMR Belo Horizonte.

Os migrantes podem permanecer nas casas de acolhidas por um período máximo de 45 dias, uma vez que eles recebem o incentivo para conseguir empregos, alugar residências próprias e viver independente. Até o momento, os venezuelanos que foram alojados já conseguiram uma emancipação social, possuem currículos e estão participando de capacitações profissionais.

Com a saída dos migrantes, a Vila Alberto Hurtado e a Casa do Imigrante Boa Viagem, o “Acolhe Minas” não devem demorar a receber novos grupos. Para participar do Programa de Interiorização, todos os migrantes vindos da Venezuela precisam, primeiro, concordar com a mudança. Na sequência, eles passam por exames de saúde, vacinação, e regularizam sua documentação junto às autoridades brasileiras, governo local e organizações internacionais, como por exemplo, tiram o CPF e Carteira de Trabalho.

Programa de Interiorização do SJMR Brasil

A versão mineira do Projeto “Acolhe Brasil” recepcionou o primeiro grupo de venezuelanos em fevereiro de 2019 e, desde então, já interiorizou 189 migrantes em Minas Gerais. As ações estão sendo realizadas em parceria com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), o Exército Brasileiro e com apoio da Arquidiocese de Belo Horizonte e entidades da sociedade civil.

O Acolhe Minas, faz parte do Projeto Acolhe Brasil do SJMR, que já interiorizou mais de 1700 venezuelanos, em 16 estados, por meio da mobilização de redes solidárias de acolhida e assistência social.

Na capital mineira, além do SJMR, a Rede Acolhe Minas é composta pelo ACNUR, Arquidiocese de Belo Horizonte, Providens Ação Social Arquidiocesana de Belo Horizonte, Cáritas Regional Minas Gerais, PUC-Minas, Instituto Felix Guatarri, Irmãs do Sagrado Coração de Maria, Rede Filhas de Jesus, NAASP, Cio da Terra, Colégio Loyola, FAJE, Colégio Santo Agostinho, Colégio Marista, Escola Superior Dom Hélder, Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, CEFET, Defensoria Pública, além de profissionais e refugiados venezuelanos que já residem na cidade, estudantes e profissionais que atuam na área da saúde e assistência social.



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