SJMR-BH apresenta suas atividades em simulação da ONU do Colégio Marista Dom Silverio

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No último sábado (29/08), o coordenador de Comunicação do SJMR-BH, Vinicius Rocha, compareceu à Simulação Interna das Nações Unidas (SINUM), realizada anualmente pelo Colégio Marista Dom Silvério, para falar sobre os serviços prestados pela organização na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Por intermédio do SJMR, também foi possível, durante a simulação, promover a participação de migrantes, que relataram suas vivências pessoais até a chegada no Brasil. É o caso do haitiano, John Mick Aime, que, na noite do dia 26, participou da solenidade de abertura da SINUM e da congolesa Benediction Kipuni, que, na manhã do dia 27, foi  convidada a falar sobre os impactos do colonialismo europeu na República Democrática do Congo, durante uma simulação da Conferência de Berlim de 1884-85.

Um novo olhar

Para Lucas Louzada, aluno do 3o ano Ensino Médio e Secretário Geral da SINUM 2018, a participação do SJMR foi única. “É preciso dar voz àqueles que não podem ou não conseguem ser ouvidos. O Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados tenta, justamente, dar espaço que as pessoas merecem na sociedade. É um trabalho de grandeza inestimável. Fico muito feliz de ter conhecido esse projeto, pessoalmente, por ter interesse profissional nesta área de atuação, já que quero trabalhar na ONU”, confessa.

Os momentos de fala dos migrantes convidados também foram, na opinião de Lucas, foram extremamente proveitosos. “Dentro da dinâmica das simulações, é muito importante tentar representar o outro e tentar ver o mundo sob uma perspectiva diferente da nossa. O John Mick, durante sua apresentação, relatou, por exemplo, toda a dificuldade de estar inserido aqui, com as barreiras linguísticas, de costumes, tentando assumir uma posição que, muitas vezes, não era dele. Foi um grande desafio, mas ele mostrou que é possível superar as dificuldades, apesar do desconforto, e crescer a partir disso.

Foto - Lucas Louzada

Para o aluno Lucas Louzada, é preciso dar voz aos migrantes e dar o espaço que eles merecem na sociedade .
Foto: Colégio Marista Dom Silvério

Para o estudante, o  relato da congolesa Benediction também foi de extrema riqueza para os alunos “Ele puderam perceber as consequências de toda a divisão arbitrária da África , pelo Europeus, deixando um continente permeado por guerras civis, regimes ditatoriais, e repressão”, explica.

A migrante congolesa Benediction Kipuni (esq) fala sobre os impactos da colonização em seu país natal.
Foto: Colégio Marista Dom Silvério

As pessoas, antes das fronteiras

A iniciativa do Colégio Marista de recriar o modelo da Assembleia das Nações Unidas, segundo Vinicius Rocha, é muito louvável. “A ONU é uma organização internacional cuja filosofia principal é a de união dentro da diversidade. Esse também é um dos princípios do SJMR, que entende que antes das fronteiras geopolíticas, vem, primeiramente, o ser humano. Não há, portanto, nada que nos faça melhores ou piores do que os cidadãos de qualquer outro país. Por este motivo, parabenizo a iniciativa do colégio e o empenho de todos os alunos”, diz.

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