Mapeamento em Lauro de Freitas (BA) de migrantes e refugiados fortalece rede local

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Com a proposta de mapear as informações sobre a comunidade migrante e refugiada de Lauro de Freitas (BA), o SJMR Brasil, em parceria com ACNUR, com o Centro de Serviço ao Migrante da Universidade Salvador (UNIFACS), a Prefeitura Municipal e Pastoral do Migrante iniciaram a implementação do programa “Construindo pontes, Reconstruídos laços: Atenção e apoio ao Migrante e Refugiado”, no município baiano.

A iniciativa aconteceu entre os dias 13 e 16 de setembro, na Escola Municipal Edivaldo Boaventura, bairro de Areia Branca e buscou levantar dados sobre o perfil dos migrantes que estão na localidade. A ação também realizou uma escuta da comunidade migrante para entender a realidade e apoiá-los no processo de inserção local, garantia de direitos e acesso à serviços públicos e assistência social.

Para Rosiane Trabuco, analista de interiorização do SJMR Brasil na Bahia , a ação foi uma iniciativa importante para se conhecer a população migrante e refugiada que se encontra na região. “Com esse programa poderemos detalhar o perfil, as condições sociais e as necessidades que a população migrante tem tido no acesso à saúde, educação, assistência social e regularização documental. Além disso, com os dados coletados será possível pensar em proposta e ações futuras que minimizem as dificuldades de acesso a serviços”, comentou.

O Secretário de Ações Afirmativas, Direitos Humanos e Igualdade Racial da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, Clóvis Santos Silva, pontuou que “além do ato administrativo, o evento também visa estreitar a relação entre a gestão municipal e os novos munícipes. Pois, ser reconhecido em qualquer lugar como pessoa perante a lei é a mola mestre que impulsiona a garantia pelos Direitos Humanos”, afirmo.

Beatriz Amundaray, migrante venezuelana que participou do mapeamento, comentou que a iniciativa foi fundamental para dar visibilidade aos migrantes que vivem no município. “É muito importante olharem para nós. Apesar de não ter vivenciado ou presenciado qualquer tipo de discriminação por não ser daqui, sentimos que agora alguém está de fato cuidando da gente”, finalizou.

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