Famílias migrantes e refugiadas do interior de Roraima recebem assistência humanitária do SJMR Boa Vista

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Com a mobilização da Cáritas e da Pastoral do Migrante, durante o mês de abril, o SJMR Boa Vista apoiou 300 migrantes que residem em Bonfim (RR) com serviços de proteção, regularização migratória, assistência humanitária e meios de vida.

A grande maioria das pessoas migrantes que residem em Roraima, encontra-se nas cidades de Pacaraima e Boa Vista, o que concentra a resposta humanitária ao fluxo migratório dos venezuelanos nesses dois municípios.

No entanto, na busca por melhores condições de vida, muitas pessoas se deslocaram para outras cidades do interior do estado. É comum no escritório do SJMR Boa Vista o atendimento de migrantes e refugiados que residem no interior e se locomovem para a capital com o intuito de resolver questões relacionadas à situação migratória ou buscando outro tipo de apoio.

Para auxiliar essa população, o SJMR Boa Vista tem descentralizado o seu atendimento, promovido, na cidade de Bonfim e vem realizando, atividades de campo envolvendo as diversas frentes de atuação da equipe. Durante o mês de abril, mais de 300 pessoas – mobilizadas pela Cáritas e Pastoral do Migrante – foram apoiadas com serviços de proteção, regularização migratória, assistência humanitária e meios de vida.

Yessica Quintana, analista social de documentação do SJMR, reforça a importância de decentralizar os atendimentos para atender esse grupo de pessoas. Segundo ela, diante da distância, os migrantes acabam tendo dificuldades em acessar serviços oferecidos na capital – localizada a 130 quilômetros.     

“Muitas pessoas não conseguem renovar seus documentos. Alguns têm a permissão de entrada (expedido quando a pessoa atravessa a fronteira para o Brasil), mas não possuem nenhum tipo de documento”, conta Yessica.

Há pouco mais de três anos em Bonfim (RR), Irmã Lucélia Baldez, da Congregação Missionárias Santa Teresinha, acompanhou o crescimento da população de migrantes no município localizado na fronteira entre Brasil e Guiana. Ela conta que a partir de agosto de 2018 o fluxo aumentou bastante e estima que, atualmente, cerca de 500 migrantes residem na cidade, número que já foi bem maior.

De acordo com a Irmã, o fechamento da fronteira entre Brasil e Guiana, motivado pela pandemia do Coronavírus, afetou parte dessas pessoas.

“Hoje, a principal dificuldade dos migrantes é a falta de trabalho. Com a pandemia a situação piorou, porque muitos trabalhavam em Lethen, no comércio. Com o fechamento da fronteira, ficaram sem emprego”, afirma a irmã que, atualmente, atua na Pastoral do Migrante e na Cáritas.

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