Esperança além da fronteira

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Foto: Chico Max

Em Boa Vista (RR), a situação migratória é ainda muito complexa. Conheça os dados da migração venezuelana na fronteira brasileira.

por Janaína Santos

O estado de Roraima é a porta de entrada de muitos venezuelanos que querem migrar para o Brasil, devido à facilidade da travessia para a cidade brasileira de Pacaraima. No entanto, o aumento do fluxo migratório venezuelano tem desafiado os poderes públicos e a sociedade civil para iniciativas de acolhimento e integração dos migrantes que chegam ao país.

Diariamente, um grande número de venezuelanos atravessa a fronteira do país, em busca de oportunidades. Muitos em situação de extrema vulnerabilidade, inclusive de saúde. Ao cruzarem a fronteira, se deparam com a falta de emprego, a fome, a insegurança, as enfermidades, que são, para os migrantes, um novo teste de sobrevivência.

Por conta de insegurança, escassez de comida, ausência de serviços de saúde e medicamentos, estima-se que 4 milhões*de venezuelanos deixaram seu país, sendo de 2,7 milhões* depois de 2015. Dois terços dos pedidos de refúgio foram feitos na América Latina. Os demais se concentra na América do Norte e Europa.

(* Dados do ACNUR, junho de 2019.)

Na capital, Boa Vista, o escritório do SJMR atende cerca de 180** pessoas por dia. No ano de 2018, quase nove mil migrantes** foram atendidos pela equipe local. “Nossa presença na fronteira deseja contribuir com as outras forças, que também se encontram naquela região, para promover a ‘globalização da esperança’ frente à globalização da exclusão e da indiferença”, comenta o Diretor Nacional, Pe. Agnaldo. Jr.

(**Dados do Folder Memória SJMR Brasil 2018)

Na foto, Pe. Agnaldo Jr, inaugura o escritório do SJMR em Boa Vista/RR

Principais serviços oferecidos no SJMR Boa Vista:

Acolhida;

  • Apoio à geração de renda;
  • Assessoria Jurídica;
  • Atenção à saúde;
  • Cursos de Português;
  • Incidência Política;
  • Inserção Laboral;
  • Promotores Comunitários;
  • Registro e Documentação;
  • Serviços de Acolhimento;
  • Serviços de Proteção.

Acolhimento com “Fé e Alegria”

Em Boa Vista, o espaço também conta com a atuação da Fundação Fé e Alegria, que realiza o acolhimento das crianças migrantes, muitas delas em abrigos, sem atividades recreativas e sem acesso à escola formal. “Em 2018, foi criada uma unidade em Roraima, para atuar em parceria com o SJMR, trabalhando no serviço de proteção básica, com ações preventivas e protetivas, frente à situação de vulnerabilidade dos migrantes, sobretudo as crianças venezuelanas”, explica Padre Antônio Tabosa, Diretor Presidente da Fundação Fé e Alegria do Brasil. Ele comenta que, atualmente, grande parte da equipe que está à frente do projeto na capital roraimense é composta por venezuelanos.

Na foto, venezuelanos e brasileiros em momento de lazer em Boa Vista,
durante evento de Dia das Crianças organizado pelo “Fé e Alégria”

A Fundação tem realizado uma importante atuação na localidade, por meio da arte e da recreação, como forma de inclusão, atendendo, mensalmente, mais de 120 crianças.

 Conheça a situação dos venezuelanos em Boa Vista:

  • Mais de 32 mil venezuelanos vivem em Boa Vista (dados do informe da UNICEF, março de 2019);
  • 6070 venezuelanos vivem atualmente em 13 abrigos (dados do ACNUR, junho de 2019);
  • 2742 pessoas estão em situação de rua (dados da OIM, junho de 2019);
  • 10200 venezuelanos foram interiorizados em 100 cidades brasileiras
    (dados da OIM, junho de 2019).




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