Segunda edição do Festival Tantos Somos, Somos Um é marcada pela emoção

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Atrações de diversos países impressionaram o público na tarde do dia 19/12

As pessoas que acompanharam a segunda edição do Festival Tantos Somos, Somos Um, no dia 19 de dezembro, puderam conferir uma edição um pouco mais curta em relação à primeira, mas que não deixou de apresentar atrações carregadas de arte, entretenimento, conscientização e comoção ligadas à causa das pessoas migrantes e refugiadas.

Promovido pelo Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR Brasil), em parceria com a Red Jesuita con Migrantes Latinoamérica y el Caribe(RJM LAC), o evento teve início com atrações que foram destaque por sua coletividade. A primeira delas, elaborada pelo Serviço Jesuíta a Migrantes da Argentina, reuniu jovens músicos argentinos e também de outras nacionalidades, para apresentar a canção “Somos Uno”, do cantor argentino Axel. Em seguida, os jovens da Fundação Mi Sangre da Colômbia abrilhantaram o festival com a exibição do clipe “Bajo un mismo techo”. A mensagem e a musicalidade do grupo surpreenderam o público.

O Chile trouxe o projeto “La mesa de todos“, desenvolvido pelo Serviço Jesuíta a Migrantes que reúne histórias de migrantes em torno da culinária. O trecho apresentado no festival faz parte de uma micro série composta por três episódios disponíveis no canal do SJM Chile no YouTube.

Mais uma vez apresentado pelo ator brasileiro Eduardo Mossri, a apresentação da segunda edição do festival também contou com a participação da cantora, compositora e atriz canadense Cindy Gomez. Em diálogos descontraídos, os dois conduziram o festival de forma leve e envolvente.

O ator brasileiro Eduardo Mossri e a cantora, compositora e atriz canadense Cindy Gomez apresentaram a segunda edição do festival.

Músicos de muito talento estiveram na programação do Tantos Somos, Somos Um. Anderson, brasileiro, e Douglas, venezuelano, toparam o desafio de executar canções típicas da cultura do país que não fosse o seu. O resultado foi formidável. Assim como o da dupla de músicos Óscar Acevedo, venezuelano, e Davi Cristancho, colombiano, que apresentaram a canção “Colombia Mi Pais“.

Um dos pontos altos do festival, foi a apresentação do grupo OPA (Oração Pela Arte), formado pelo padre jesuíta Irala e por diversos artistas do Brasil. A canção “Sê Um” foi a obra apresentada pelo grupo. Baseada em um poema do conhecido bispo brasileiro, Dom Helder Câmara, a canção celebrou a diversidade e o desejo de unidade entre as famílias. As fotografias do fotógrafo brasileiro Alécio Cezar ilustraram a canção e foram destaque por representar a beleza e a singularidade de culturas de vários povos, reunidas em seu portfólio.

Grupo Oração Pela Arte apresentou a canção “Sê Um”

As pessoas migrantes atendidas pelo Serviço Jesuíta a Migrantes do Equador enviaram sua mensagem através da apresentação da canção “Sociedade do arco-íris”.

Da fronteira entre os Estados Unidos e o México, a jovem Natalia Serna contou sua história de acolhimento à pessoas migrantes de vários países em sua casa, que foi transformada em uma pequena comunidade de convivência e de troca de experiências.

A migrante síria, Paveolla Hanna, residente no Brasil há sete anos, apresentou um poema em sua língua materna exaltando a cultura síria e brasileira.

Um dos momentos de grande emoção do festival foi a exibição do recente trabalho do fotógrafo documentarista espanhol Sergi Camara. As imagens mostraram o drama de grupos refugiados em alto mar. Em embarcações lotadas de homens, mulheres e crianças, o desafio e o desejo de uma vida com menos sofrimento viajam com essas pessoas junto à esperança de chegarem a um destino seguro, o que nem sempre acontece. De acordo com Sergi, a ONG responsável pelo resgate, exibido durante o festival, conseguiu resgatar a grande maioria das pessoas que estavam nas embarcações, mas infelizmente, a morte de cinco delas não pôde ser evitada.

O fotógrafo documentarista espanhol Sergi Camara apresentou seu último trabalho realizado em alto mar.

Novamente no festival, Natalia Salazar e Luis Gomez, da organização “SoyH”, iniciativa internacional Red Jesuita con Migrantes Latinoamérica y el Caribe, apresentaram um vídeo com imagens da incursão que fizeram em diversos países, para difundir o valor da hospitalidade à pessoas migrantes e refugiadas.

O escritor e diretor de teatro venezuelano Cruz Noguera, que vive em Bilbao (Espanha), apresentou seu projeto artístico chamado “Historias detrás de la Valla“, que conta histórias a partir de testemunhos migratórios e que oferecem novas perspectivas sobre a situação atual dos deslocamentos humanos para os países europeus.

O último bloco do festival reuniu atrações que animaram o público, como a dança da congolesa Prudence Kalambay e sua neta Eloah. Tendo participado da primeira edição do Tantos Somos, Somos Um, novamente, agradaram o público pela simpatia e alegria próprias do continente africano.

Uma atração bastante aguardada durante o festival foi a do cantor e compositor brasileiro Guilherme Arantes, que apresentou a canção “Semente da Maré”, criada e produzida pelo próprio artista para o seu álbum “Flores & Cores”, de 2017.

Cantor e compositor brasileiro Guilherme Arantes.

Coube à Orquestra Mundana Refugi encerrar o festival Tantos Somos, Somos Um. A atração surpreendeu ao apresentar a canção italiana “Bella Ciao“, bastante conhecida por ser tema da série de TV “La casa de papel“. A orquestra é formada por músicos brasileiros, migrantes e refugiados de diversas partes do mundo. Sob a direção musical de Carlinhos Antunes, a orquestra fechou à altura mais uma edição online do festival cuja missão é despertar a reflexão e a sensibilização sobre a causa das pessoas migrantes, refugiadas e também de pessoas que se encontram em deslocamento forçado em todo o mundo.

Confira a segunda edição festival Tantos Somos, Somos Um:

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