Roda de conversa debate situação dos migrantes e refugiados

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Uma roda de conversa na Dom Helder Câmara, uma faculdade de direito em Belo Horizonte, com representantes do Vicariato Episcopal, da Cáritas, do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, da PUC Minas e da Dom Helder Escola de Direito encerrou, na noite desta sexta-feira (29), o penúltimo dia da 33ª Semana do Migrante, iniciada no dia 24, em Belo Horizonte. Os professores Sebastien Kiwonghi Bizawu e Valdênia Geralda de Carvalho representaram a Dom Helder no encontro, mediado pelo jesuíta Carlos César, colaborador do trabalho pastoral desenvolvido na Instituição.

Padres, professores, advogados e representantes de pastorais debateram, apontaram caminhos e trocaram experiências sobre a questão dos migrantes e refugiados no mundo.

“Essa realidade de migrar é um direito. Às pessoas têm direito a migrar e também a não migrar. Mas quando há uma violação massiva dos direitos humanos em um país ou contra a vida, qualquer um tem direito de buscar proteção internacional em outros países. E isso está vinculado com toda luta de Dom Helder Câmara”, destacou o padre jesuíta Agnaldo Junior, lembrando a trajetória do patrono da Instituição na defesa e garantia dos Direitos Humanos.

Iniciativa da Igreja Católica, a 33ª Semana do Migrante, (inserir link para da outra notícia) que tem como tema “A vida é feita de encontros”, busca promover a aproximação dos mineiros da realidade dos migrantes e refugiados que são acolhidos em Belo Horizonte ou nas cidades vizinhas.

Diretor do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, padre Agnaldo falou sobre o trabalho realizado em Belo Horizonte, onde a maioria dos atendidos é do Haiti. “O primeiro desafio é atravessar as fronteiras. Depois vem a integração, ou seja, chegar em um país estranho, cultura diferente, outra língua. Não é só entrar no país”, ressaltou.
Em Belo Horizonte, o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados oferece atendimento integral. Protocolo de refugiado, visto de residência, carteira de trabalho, intermediação de mão de obra e aulas de português são alguns dos serviços realizados. “Tentamos também oferecer um pouco de qualificação profissional de impacto rápido”, acrescenta padre Agnaldo.

Nos anos de 2016 e 2017, o serviço realizou cerca de 13 mil atendimentos – média de 6.500 por ano. De janeiro até maio deste ano já são 1.700.

Também participaram da roda de conversa Janison Tadeu Neves (advogado do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da Dom Helder; Jairo Mouro Costa (advogado e agente do Serviço dos Migrantes em Ipatinga); padre espanhol Alberto Ares Mateos (Jesuíta e doutor em migrações); padre George Rated Massis (pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus do Siríacos Católicos); professor da PUC Duval Fernandes (doutor em Demografia); William Torres Laureano da Rosa (advogado e doutor em relação internacionais – representante da Cáritas); e Elerson da Silva (especialista em políticas públicas – integrante da Comissão Nacional da Cáritas).

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