Rede Acolhe Minas discute o Covid-19 nas migrações no estado

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A Vila Alberto Hurtado, espaço para o acolhimento de migrantes do SJMR BH acolheu, na última quarta-feira (14), o encontro dos parceiros da Rede Acolhe Minas. A reunião contou com a participação presencial e virtual de representantes de entidades, universidades e instituições da sociedade civil, que discutiram os impactos da pandemia de Covid-19 na população migrante. Também foram traçadas, coletivamente, novas metas e ações para assistência humanitária a migrantes e refugiados em Minas Gerais.

O SJMR Belo Horizonte conduziu a tarde de reunião, que contou com a apresentação inicial de Henrique Galhano Balieiro que trouxe dados da pesquisa que abordou o efeito do Covid-19 na população migrante. De acordo com o estudo, que contou com 2.475 participantes e alcançou 171 municípios, houve um o aumento da vulnerabilidade econômica e social para a população migrante e refugiada na pandemia. “Antes da crise sanitária, 52% dos migrantes estavam trabalhando, sendo que a metade destes perderam o emprego. Apesar de os venezuelanos serem os migrantes que mais tinham inserção no mercado de trabalho brasileiro antes da pandemia, o levantamento revelou que essa população foi uma das que mais sofreram as consequências econômicas da crise”, explicou Henrique.


O mestrando Henrique Galhano Balieiro apresenta os resultados do efeito do Covid-19 na população migrante .

O estudo ainda apontou que as principais preocupações com relação ao futuro para migrantes na pandemia se referem às dimensões econômicas, discriminação e segurança alimentar (fome). Com relação à saúde, 144 imigrantes tiveram a covid-19 (5,8% dos imigrantes participantes da pesquisa), com cinco familiares que vieram a óbito.

A conjuntura da população migrante durante a pandemia trouxe elementos para discussão na roda de conversa posterior, onde foram abordadas formas estratégica para garantir a segurança e meios de vida para os migrantes. “O fruto da solidariedade, do cuidado e do trabalho em rede tem colaborado ativamente nas ações de interiorização dos migrantes venezuelanos. A vida de muitas pessoas ainda depende deste projeto, e precisamos seguir somando esforços para dar continuidade as iniciativas de interiorização e estarmos atentos à insistência do Papa Francisco, que nos alerta que, onde estão os refugiados, também deverá estar a Igreja”, destacou Pe. Agnaldo Junior, diretor nacional do SJMR.

Rede Acolhe Minas

Na capital mineira, além do SJMR, a Rede Acolhe Minas é composta pelo ACNUR, Arquidiocese de Belo Horizonte, Providens Ação Social Arquidiocesana de Belo Horizonte, Cáritas Regional Minas Gerais, PUC-Minas, Instituto Felix Guatarri, Irmãs do Sagrado Coração de Maria, Rede Filhas de Jesus, NAASP, Cio da Terra, Colégio Loyola, FAJE, Colégio Santo Agostinho, Colégio Marista, Escola Superior Dom Hélder, Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, CEFET, Defensoria Pública, além de profissionais e refugiados venezuelanos que já residem na cidade, estudantes e profissionais que atuam na área da saúde e assistência social.

Colaboradores da Rede Acolhe Minas presentes na reunião

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