Geração de renda para migrantes no enfrentamento da COVID-19 em Belo Horizonte

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O SJMR de Belo Horizonte, em parceria com o projeto de extensão LER PUC Minas (Leitura e Escrita com Refugiados e Migrantes) e o Cio da Terra – Coletivo de Mulheres Migrantes, tem investido na geração de renda para pessoas migrantes e refugiadas e está desenvolvendo o projeto “Protagonismo Migratório no Combate às Desigualdades Sociais na Pandemia da COVID-19”.

A iniciativa conta com o financiamento da organização alemã Eugen Lutter, coordenada pelo no Brasil o padre jesuíta Martinho Lenz SJ. Além de contribuir para a geração de trabalho e renda de mulheres e jovens migrantes, no campo da atuação social, a ação fará a identificação migrantes em situação de alta vulnerabilidade, nesse período de pandemia. Também serão reforçados os esclarecimentos para combater a Covid-19 e garantir direitos sociais.

De acordo com Nathália Oliveira, da área Meios de Vida do SJMR BH, o projeto pretende promover geração de renda aos migrantes participantes, além de elevá-los à condição de protagonistas na orientação para prevenção ao COVID-19 entre seus pares. Além disso, centenas de pessoas serão beneficiadas, inclusive brasileiros, por meio da distribuição gratuita de máscaras de tecido.

Serão 06 costureiras: 02 congolesas, 01 haitiana, 02 venezuelanas e 01 síria. Também teremos 03 migrantes que atuarão como “Multiplicadores” e serão selecionados nos próximos dias.

Serão produzidas 11.520 entre os meses de junho e julho, das quais 10.368 serão doadas para migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade e população em situação de rua da RMBH. O restante da produção será divido entre as costureiras para que possam obter uma renda extra. Todos os 09 migrantes participantes serão remunerados durante a execução do projeto.

A demanda pelas atividades partiu do haitiano Jim Davidson Jean, integrante do LER, que está desenvolvendo um importante trabalho social junto à sua comunidade. A ação gerou, inicialmente, a distribuição gratuita de 350 máscaras de tecido. A produção, desenvolvida por costureiras do Cio da Terra – coletivo de mulheres migrantes –, foi comprada por “padrinhos” e doada para comunidades de migrantes e refugiados, de diferentes nacionalidades, em situação de vulnerabilidade, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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