Apoio para a geração de Renda beneficia migrantes no desenvolvimento do seu próprio negócio em BH

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O projeto “Apoio Geração de Renda”, realizado pelo SJMR Belo Horizonte, em parceria com a Cúria Jesuíta, já está acompanhando e desenvolvendo ações de capacitação com migrantes que foram beneficiados pela iniciativa. O programa, que tem o objetivo de apoiar migrantes e refugiados da região metropolitana de BH que atuam como microempreendedores, ou que já realizam alguma atividade de geração de renda ainda que de maneira informal, oferece ajuda para capital de giro, ou compra de insumos, além de promover palestras virtuais com informações sobre todos os procedimentos necessários para desenvolver seu próprio negócio.

Dentre os migrantes selecionados, três são venezuelanos e uma é congolesa. Três residem em Belo Horizonte e um, na cidade de Contagem. Todos estavam desempregados e apenas um deles já trabalhou com carteira assinada aqui no Brasil.

Novas oportunidades

Alezzia Fasso – Cabeleireira profissional, utilizou o fomento para investir na compra de materiais para que possa atender seus clientes. Sem o apoio de familiares, sua geração de renda foi fortemente prejudicada pela pandemia. Os principais desafios são ainda não ter uma clientela fixa e nem um salão montado.

Edgar Elias Alvarado Conde – Atua como barbeiro autônomo, porém, desde que sua máquina parou de funcionar, teve que parar com as atividades por falta de condições para consertá-la. Seu núcleo familiar é composto pela esposa, dois filhos adolescentes e sua sogra. Com o incentivo, comprou uma máquina de cortar cabelo e capa para proteção dos clientes.

Gisele Mpia Nsele – Enfermeira de formação, Gisele tem buscado alternativas de geração de renda enquanto não pode atuar em sua área, aqui no Brasil. O apoio recebido será investido na compra de materiais para confecção de brincos e acessórios e na produção de tranças e penteados afro.

Jhoster Rafael Parada Querales – Atento ao seu entorno, Jhoster notou que poucas pessoas vendem wafles e donnuts no Brasil e visualizou nesses produtos uma possibilidade de negócio. Diante disso, ele está produzindo bolos no pote e chup-chups e pretende comprar equipamentos e insumos para a produção e venda dos doces. Jhoster ficou desempregado durante a pandemia e, para conseguir alguma renda, tem feito faxinas e dado aulas particulares de Espanhol. Seu maior desafio está sendo a divulgação dos produtos.

Capacitação

Todos os beneficiados pelo projeto participaram de capacitações que foram oferecidas pelo Sebrae Minas, em quatro lives no mês de outubro, com os seguintes temas: Empreendedorismo, Rumo ao próprio negócio; Marketing Digital para pequenos negócios; Como fazer a Gestão Financeira do seu negócio; MEI: Como formalizar o seu negócio. O objetivo da capacitação foi que os migrantes consigam se organizar a partir desses conteúdos estratégicos e tenham uma melhor percepção de como funcionam o micronegócio no Brasil.

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