SJMR compartilha experiências de acolhimento de venezuelanos em evento do ACNUR

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A capital mineira recebeu, na última quinta-feira, 11 de julho, a 3ª Oficina de Troca de Experiências sobre Acolhimento no Marco do Programa de Interiorização, realizada pelo ACNUR – Agência da ONU para Refugiados –, com a participação do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR), parceiros da sociedade civil e instituições públicas que atuam no acolhimento de venezuelanos em Minas Gerais.

A iniciativa permitiu, além do compartilhamento das experiências das casas de acolhidas, abrigos e espaços solidários que recebem a população venezuelana no Estado, a apresentação de boas práticas no contexto das migrações, bem como a discussão sobre os desafios da interiorização em Minas Gerais.

Foto: Janaína Santos
Além da equipe do SJMR Belo Horizonte, também participaram da oficina representantes de entidades da sociedade civil e, também, do Poder Público municipal, estadual e federal.

Além de representantes do SJMR, estiveram presentes no evento o Vicariato Episcopal para a Ação Social da Arquidiocese de Belo Horizonte, a Casa de Acolhida Chico do Vale, o Centro federal de Educação tecnológica (CEFET), o Comitê internacional da Cruz Vermelha, o Coletivo Cio da Terra, a Aleph Escola de Psicanálise, a PUC Minas, a Providens Ação Social Arquidiocesana, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania de Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Belo Horizonte e o Subcomitê Federal de Interiorização do Ministério da Cidadania.

Foto: Vinicius Rocha
Na foto, integrantes da equipe do SJMR Belo Horizonte (da esquerda para a direita): Felipe Silva, Nathalia de Oliveira (analistas sociais), Janaína Santos e Emanuel Barreto (voluntários)

Programa “Acolhe, Minas

As experiências de interiorização de venezuelanos organizada pelo SJMR em Minas foram apresentadas pelo diretor nacional, Pe. Agnaldo Júnior e pelas equipes que atuam diretamente nos espaços. Nas três casas de acolhida – duas na capital mineira e uma em Montes Claros, norte de Minas -, 91 venezuelanos já foram recebidos nos últimos cinco meses. “A interiorização é uma parte importante da resposta humanitária no atual contexto, mas precisamos estabelecer processos para a migração no Brasil, desde a realidade na fronteira à inserção local, nos estados”, afirma Pe. Agnaldo.

Para Agnaldo, a migração precisa ser vista como uma oportunidade. “Os venezuelanos não chegam de mãos vazias, trazem capacidades e potencialidades para serem aproveitadas no desenvolvimento do nosso país. Portanto, precisamos acolher a essas pessoas de forma mais humana, colocá-los no centro da nossa atenção. E nenhuma instância pode responder sozinha a esse desafio Por isso, estamos juntos para pensar como proteger e acolher essas pessoas”, ressaltou.

Operação Acolhida

Como parte da resposta humanitária do Brasil, a Operação Acolhida, ação estratégica liderada pelo Governo Federal e executada com apoio do ACNUR, da Organização Internacional para Migrações (OIM) e parceiros como o SJMR já interiorizou cerca de 10 mil venezuelanos, em mais de 100 cidades, localizadas em 20 estados. Em todo Brasil, 1174 pessoas já foram acolhidas pelo SJMR, em 16 estados.

A Assistente Sênior de Proteção do ACNUR, Silvia Sander, enfatizou que Oficina realizada em Belo Horizonte objetivou reunir as diversas instituições públicas e da sociedade civil envolvidas no acolhimento de venezuelanos, para discutir a proteção e buscar soluções duradouras, diante do cenário atual migratório. “Em Minas Gerais, há um grande engajamento e cinco cidades já fazem parte dessa rede de acolhimento, com experiências muito humanas e solidárias. Precisamos apoiar esses atores, assim com as comunidades de acolhida, para avançarmos na interiorização, pois o estado apresenta um grande potencial para ampliarmos as ações”, comenta.

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