Jovens venezuelanos falam sobre suas expectativas e sonhos no Brasil

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Frederit, Anamar e Raul são três jovens venezuelanos que tiveram suas vidas mudadas a partir das ações de interiorização realizadas pelo SJMR Boa Vista e AVSI Brasil.

Buscar uma oportunidade de trabalho e garantir melhores condições para a família. Este foi o desejo em comum de Frederit, Anamar e Raul, três jovens venezuelanos que migraram para o Brasil em períodos diferentes e hoje já conseguem traçar novos planos para o futuro.

No início deste ano os três estavam em Boa Vista (RR), a procura de emprego, quando foram selecionados para trabalhar em um frigorífico na região Sul do país. A oportunidade surgiu por meio do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) que, com a parceria da AVSI Brasil, viabilizou as interiorizações para Santa Catarina, destinado para migrantes e refugiados venezuelanos, além de brasileiros em situação de vulnerabilidade.

O Acolhidos por meio do trabalho disponibiliza acomodação temporária por até três meses para a pessoa contratada, além de garantir uma assistente social neste período para ajudar a adaptação dos venezuelanos junto à população local. Foi neste momento que Frederit, Raul e Anamar se conheceram, pois além de novos colegas de trabalho, eles também dividiram a acomodação temporária – um apartamento na cidade de Xanxerê. Agora, depois de três meses de convivência e adaptação profissional, os três resolveram juntos alugar um novo espaço para morar.

Conheça melhor a história desses três jovens e veja quais são suas expectativas para o futuro:

Frederit, 20, concluiu o ensino médio agropecuário na Venezuela. Está no Brasil há dois anos. Ele diz que antes da crise em seu país, tinha uma vida muito boa e estava concluindo os estudos, porém teve que deixar tudo para trás para procurar uma nova chance no Brasil.

“Daqui para frente me vejo com a minha casa própria, com uma esposa e que possamos levar uma vida perfeita”.

Anamar, 29. Ela cursava o terceiro semestre de Educação Física, quando a crise chegou e não conseguiu mais pagar o curso por falta de trabalho. Solteira, ela deixou o filho de dez anos junto com sua mãe e seu irmão na Venezuela.  Hoje a sua meta é seguir adiante trabalhando, com muita responsabilidade, para conseguir trazer o filho para o Brasil. “Quero ver ele desfrutar as paisagens lindas do Brasil e morar comigo em Santa Catarina, que é um estado muito bonito. Também sonho em terminar meus estudos em Educação Física”.

Raul Alexsander, 26. Era mineiro na Venezuela, onde deixou um filho. Está no Brasil há sete meses. Ele diz que com a crise em seu país teve que procurar um novo trabalho e assim tentar melhorar a situação econômica da sua família, por isso resolveu migrar para o Brasil. “ Sair da Venezuela foi doloroso, mas eu tinha que procurar uma situação econômica melhor para poder sustentar a minha família”.
“Hoje a expectativa é seguir trabalhando e, quem sabe, prosperar com um negócio próprio. Tentando crescer pouco a pouco”

Com informações da AVSI Brasil.

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