SJMR intermedeia interiorização de venezuelanos para a Bahia

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No mês de janeiro, mais de 30 migrantes venezuelanos puderam
recomeçar um novo capítulo em suas vidas, por meio da interiorização para o Estados da Bahia, com o auxílio da equipe do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados de Boa Vista e o apoio de equipe de trabalho locais.

Na cidade de Capim Grosso, 3 famílias foram recebidas pela comunidade da Paróquia Jesuíta de São Cristóvão, coordenada pelo Pe. José Cláudio e auxiliadas pelos jesuíta Pe. Xavier, pela rede local de projetos sociais e, também, pela cominisade. Outros migrantes também foram recebidos nas cidades de Abrantes, com apoio local do Colégio Antônio Vieira, e Lauro dede Freitas.

“Recebemos uma carta do projeto Caminhos de Solidariedade  nos convidando a acolhimento de famílias venezuelanasJuntamente com uma rede de projetos locais, coordenados pelo Pe. Xavier, e com o apoio da comunidade local, foi decidido,
após reunião conjunta, que receberíamos três famílias. Organizamos de uma forma bem simples, mas com muito carinho a sede da nossa associação (ACACACG) e disponibilizamos quartos individuais com suite e, também, uma cozinha coletiva”, relata Iracema dos Santos, gestora da EFA Jaboticaba.

Na foto, integrantes da ACACACG, seu presidente Hiure Vikas Boas e Pe. José Cláudio se reúnem para debater o atendimento e a integração das famílias recém chegadas

A chegada dos novos moradores em Capim Grosso, que aconteceu na madrugada do dia 18, renovou, ainda segundo Iracema, a esperança de uma nova vida. “Eles estão muito felizes e ficaram muito emocionados com a acolhida. Faremos novas reuniões e já direcionamos famílias para cadastro no SUS, encaminhamentos de assistência social e disponibilização de vagas na escola e creches. Eles foram apresentados à comunidade e, a partir das aptidões, será possível ver com o que podem trabalhar. Acreditamos que eles vão conseguir se inserir, porque estão com muita vontade de trabalhar e muita disponibilidade”, acrescenta.

Os novos moradores participaram da missa dominical e foram apresentados à comunidade de Capim Branco

Em uma carta aberta, entregue às autoridades do município de Capim Grosso, a Associação Comunitária Centro Assistencial da Criança e do Adolescente de Capim Grosso (ACACACG) convida todos a contribuirem com a missão de promover e proteger a dignidade dos migrantes venezuelanos recebidos pelo projeto de interiorização.

O trabalho da equipe de acolhida não parou por ai. Vários comerciantes da região também foram visitados, na semana após a chegada dos migrantes, com o objetivo de apresentar currículos e prospectar vagas de trabalho. “Foi muito proveitoso nosso passeio pela cidade, sobretudo em termos de divulgação de presenças e necessidades dos nossos irmãos. Temos muitas esperanças, mas é preciso ter paciência.
O trabalho continua, mas, certamente, daqui a alguns dias, colheremos bons frutos”, observa Iracema.

Recomeços

A chegada em uma nova cidade trouxe a todos os migrantes a esperança de melhores tempos.

Este é, por exemplo, o sentimento de Carolina Garcia , esposa de Pedro Rodrigues . “Me sinto muito bem aqui com minhas amigas e estou em família. Aqui estamos, esperando seguir adiante e muito agradecidos por tudo”, diz.

O pequeno Cristian Mayo , filho de Jorge Santiago Gutierres e Suany Mayo, também não esconde a alegria com a nova casa. “Já estou matriculado na escola e estou gostando muito daqui”, confessa.

Para Liliana Rivas, esposa de Johan Perez e mãe de Crizyeami Gonzalez, o acolhimento do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados também e o apoio da equipe da ACACACG foi motivo de grande gratidão. “Estou muito contente. Muitas pessoas nos tem recebido de braços abertos. Nosso semblante e nossa atitude mudaram para melhor e nossas esperanças foram renovadas. Começarei a trabalhar em breve e, assim, eu e meu esposo já poderemos comprar algumas coisas mais pessoais que estão faltando”, afirma.

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