Voluntariado SJMR: atitudes concretas que podem transformar vidas

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Por Janaína Santos

Por todo o Brasil, tem-se levantado uma rede solidária de voluntários, colaboradores e doadores que acreditam que atitudes simples e fraternas podem transformar a realidade de vida de muitas pessoas.

Conheça algumas experiências de voluntários que acreditam que pequenas atitudes podem mudar a vida do próximo:


“São tantas histórias que nos tocam, que tivemos a oportunidade de vivenciar essa humanidade fraterna. Espero que possamos seguir adiante, crescer juntos e acolher mais. Que tenhamos força para caminhar todos juntos: Brasil e Venezuela”.

Antonia Cleudia Rocha Martins – Voluntária na Casa Dom Luciano em SP

“Ser voluntária tem me proporcionado uma visão mais ampla sobre o mundo e me transformado num ser melhor, mais humano e solidário. O ato de se doar em prol de uma causa ou de alguém que precisa apenas de um pouco de humanidade e respeito é inexplicável. É gratificante oferecer o seu conhecimento, ou o seu tempo, para ajudar as pessoas. Fazer o bem não é obrigação; é um ato de amor, é satisfação. É a certeza de estar fazendo a minha parte como cidadã, como cristã e como ser humano. Com o serviço voluntariado, passei a enxergar mais as pessoas. Senti de perto as dificuldades que um ser humano enfrenta quando se desloca da sua pátria para tentar se inserir em outra. Nem todos são acolhidos como deveriam ser, mas nós, como voluntários, podemos contribuir para que ao menos essas dificuldades sejam reduzidas e que os migrantes possam conquistar suas autonomias dentro do nosso país, com respeito e dignidade”.

Gardenya Vieira Nascimento – Voluntária no Escritório de Boa Vista


“Em São Paulo já são sete meses de projeto e as pessoas seguem acreditando na nossa proposta. Diariamente, presenciamos ações de solidariedade, de pessoas que partilham não o que sobra, mas o que têm. Isso nos mostra o quanto vale a pena o trabalho que vem sendo realizado. É o verdadeiro conceito de misericórdia”.

Irmão Edilberto Feitosa – Ex-voluntário da Casa Dom Luciano em SP

“A Paróquia Jesuíta foi a grande acolhedora, mas contamos com a solidariedade de comunidades vizinhas, que nos ajudam na mobilização de doações. Também contamos com o auxílio de várias pessoas, até psicólogos e professores voluntários, que se colocaram à disposição para dar assistência a esses irmãos migrantes. Recebemos doações de todos tipos, desde alimentos até móveis que auxiliarão [“auxiliarão” ou SIC] na montagem das novas casas. Saímos da reflexão, e sentimos que realmente vivenciamos a acolhida do Evangelho: ‘eu tive fome e vocês me deram de comer; tive sede e vocês me deram de beber; fui estrangeiro e vocês me acolheram”.

Maria Goretti Silva Cordeiro – Voluntária em Montes Claros      

“Nos colocamos no lugar dessas pessoas, mesmo não tendo vivido essa experiência de dor. É gente que acolhe gente, de coração para coração. Portanto, todo êxito do trabalho da Casa Dom Luciano é resultado da ação de muitas pessoas: voluntários, doadores, parceiros e colaboradores que os venezuelanos nem conhecem. Me sinto muito satisfeita por acolhê-los e vê-los bem, integrados, criando raízes e construindo a vida em família aqui no Brasil. ”

Fabiane Kolosque – Voluntária em São Paulo e coordenadora dos cursos de capacitação

 “Com o apoio de várias pessoas, e em menos de um mês, conseguimos estruturar toda a casa para acolhê-los. Depois de instalados, organizamos os cursos de cultura brasileira e capacitação para cuidador de idosos. Hoje vários venezuelanos já conseguiram trabalho e outros permaneceram conosco, após finalizarem a formação. Nunca havia imaginado fazer parte de um projeto tão solidário como esse.”.

Eduardo Aparecido Rosa – Voluntário nos cursos de capacitação de SP

O diretor nacional do SJMR, Pe. Agnaldo Junior, enfatiza a importância de poder contar com uma rede de pessoas, que se disponibilizam para o serviço, com todo o empenho e criatividade. “Sou extremamente convencido da riqueza que o voluntariado nos traz. Tanto no que aporta ao projeto e á vida desses migrantes, quanto no retorno por fazerem o bem, entregando um pouco de sua capacidade, do seu tempo e conhecimento. Deixo o meu agradecimento e reconhecimento por todo bem que os voluntariados fazem nesse serviço, ajudando a soprar nos migrantes a esperança, a paixão pela vida e a persistência nos seus projetos e no futuro melhor”, ressalta.

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