No Dia Internacional contra a LGBTfobia, SJMR Brasil lança o documentário “Meu Corpo, Minha Fronteira”

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Produção dirigida e encenada pelo diretor e ator Eduardo Mossri e pela diretora de teatro Karin Menatti contou com a participação de pessoas migrantes e refugiadas de várias nacionalidades. A partir de relatos reais, o documentário emociona e promove uma reflexão atenta sobre as diversas formas de violência e exploração sexual de mulheres e pessoas LGBTQIA+ migrantes.

Nesta segunda-feira, dia 17 de maio, o mundo celebra o Dia Internacional contra a LGBTfobia , relembrando a data do ano de 1990, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o termo “homossexualismo” da lista de distúrbios mentais do Código Internacional de Doenças. Desde então, a ocasião se tornou símbolo da resistência e luta por direitos humanos e pela diversidade sexual, contra a violência e o preconceito.

Somando vozes ao combate a Homofobia e a todas as formas de exploração e abuso sexual, o SJMR Brasil, em parceria com o setor de proteção da Plataforma R4V produziram o documentário “Meu Corpo, Minha Fronteira” para o Psea – Proteção contra Exploração e Abuso Sexual. A produção retrata relatos reais e fictícios de pessoas migrantes em diversas situações de abuso e exploração sexual, com enfoque principal nas mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIA+ migrantes e refugiados.

O documentário foi dirigido pelo ator e diretor Eduardo Mossri, que interpretou o médico sírio Faruq na novela Órfãos da Terra da Rede Globo, que produziu o roteiro em conjunto com a diretora de teatro Karen Menatti. Eles se basearam em histórias reais de abuso e exploração sexual no contexto migratório. Relatos que, segundo Eduardo, o ajudaram a pensar de maneira diferente e refletir como, artisticamente, é possível informar sobre a temática. Ele acredita que, através desse viés artístico, foi feita uma denúncia com o cuidado necessário diante da delicadeza do tema.

LGBTQIA+ migrantes e refugiados

Muitas pessoas de diferentes nacionalidades passam por situações traumáticas e vivem com medo de revelar a sua orientação sexual ou sua identidade de gênero quando chegam ao país de acolhida. Essa população está vulnerável a não ser acolhida dentro da própria comunidade migrante, muitas vezes sendo expulsas de abrigos e sendo expostas a uma série de vulnerabilidades (tanto por serem migrantes, quanto por serem LGBTQIA+).

Com diversas iniciativas de acolhimento e proteção para as pessoas da comunidade LGBTQIA+ migrantes e refugiadas em Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR) e Porto Alegre (RS), o SJMR Brasil integra a luta pelo acesso não discriminatório nos serviços e atua em atividades e campanhas informativas pelo fim da violência sexual e de gênero, além de promover espaços seguros como rodas de conversa, acompanhamento psicossocial e discussões sobre a garantia de direitos.

PSEA – Proteção contra Exploração e Abuso Sexual

O projeto PSEA – Proteção contra exploração e abuso sexual foi realizado em 2020 pelo SJMR Boa Vista, promovendo uma série de ações visando informar e sensibilizar crianças, homens, mulheres e a comunidade LGBTQIA+ migrante e refugiada sobre a prevenção da exploração e do abuso sexual.

A iniciativa buscou conscientizar pessoas migrantes e trabalhadores humanitários sobre como as situações de exploração e abuso sexual acontecem, indicando as possibilidades de canais de denúncias e redes de apoio e proteção. Além do documentário “Meu Corpo, Minha Fronteira”, foram produzidas cenas de teatro, livretos infanto-juvenis e animação educativa adolescente para sensibilização do tema. As produções abordaram temas como tráficos de pessoas, exploração sexual e situações de abuso e violência sexual. O material infantil, por sua vez, focou na questão do consentimento em ações menos complexas e cotidianas para ser didático, direito ao próprio corpo, que não é não e sobre não ter medo de falar com pessoas de confiança quando uma situação estranha ou ruim acontece.

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