Cursos profissionalizantes de capacitação são oferecidos pelo SJMR em Manaus e Boa Vista

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No primeiro semestre de 2019, o SJMR integrou um projeto em parceria com instituições diversas, oferecendo cursos de capacitação profissional a migrantes nas cidades de Manaus e Boa Vista. ​O projeto busca promover a integração social e a melhoria da qualidade de vida de migrantes e refugiados, por meio da oferta de cursos profissionalizantes.

Cursos em Boa Vista

Em Boa Vista, a oferta de cursos teve início no mês de fevereiro e se estendeu até o final de julho. Os cursos foram realizados no Senac, no Instituto Projeção e no CIEE – Boa Vista, com apoio financeiro da Fundação Avina, do Governo da Austrália e da ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres.

Boa Vista – ACNUR/Allana Ferreira

Os migrantes tiveram a oportunidade de participar de cursos dos mais variados campos profissionais: Português para Estrangeiros, Manicure e Pedicure, Corte de Cabelo Masculino e Técnicas de Barbear, Atendente de Farmácia, Preparo de Pães, Roscas e Biscoitos, Aluno Aprendiz e Operadora de caixa. No total, 174 migrantes concluíram algum destes acima.

Boa Vista – ACNUR/Allana Ferreira

Além de organizar o processo de inscrição, recepção de documentos e entrega de materiais nos cursos, o escritório do SJMR em Boa Vista também iniciou um acompanhamento para potencializa os conhecimentos adquiridos, bem como o empreendedorismo.

Para o segundo semestre de 2019, é prevista a oferta de mais cursos, destinados à integração entre migrantes e brasileiros, incluindo cursos destinados a grupos específicos, como a população LGBT.

Daniela Duran, venezuelana que chegou em Boa Vista há dois anos, conta que assim como muitos migrantes, segue com desejos de superação e melhora para a qualidade de vida da própria família: “por esta razão, comecei a frequentar a Igreja São Bento para me matricular em um dos cursos oferecidos pela organização dos jesuítas.”

Daniela frequentou, no total, três cursos oferecidos pelo SJMR Boa Vista: barbearia, pães, roscas e biscoitos e operadora de caixa. “Meu desejo era complementar o pouco conhecimento que tinha de barbearia e, graças aos jesuítas e ao Senac hoje posso dizer que sou uma profissional na área e realizei ações sociais que me serviram de experiência para seguir alimentando meu conhecimento com mais cursos!” relata, agradecida.

Cursos em Manaus

Já na sede do SJMR em Manaus, foram oferecidos cinco cursos (com a capacitação de 110 migrantes e refugiados), em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas – CETAM: almoxarife, agente de informações turísticas, relações interpessoais, Português básico para estrangeiros e artesanato com fuxico.

Em Manaus, os cursos profissionalizante capacitaram 110 migrantes

Também foi organizada uma turma de Português para estrangeiros em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas – UEA e, em parceria com o Centro de Integração Empresa – Escola – CIEE, foram oferecidas oficinas de orientação ao mundo do trabalho para adolescentes e jovens migrantes e refugiados de 14 a 21 anos.

Na foto, alunos do curso de Portugueês, oferecido pela
Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Centro de Integração Empresa – Escola (CIEE)

Além dos cursos ofertados no SJMR Manaus, também foi realizado o encaminhamento de xx migrantes para os seguintes cursos externos:

Jaciel, venezuelano residente no Brasil há aproximadamente um ano, não esconde a alegria de ter participado do curso de Português. “Estava aqui no Brasil há algum tempo, mas não tinha ideia que alguém ou alguma organização como o SJMR estava promovendo cursos para nós venezuelanos. Quando vi que muitas pessoas estavam cadastrando seus currículos, também me cadastrei”, conta.

O venezuelano migrante também relata sua emoção ao começar a estudar e melhorar sua compreensão da língua portuguesa. “Já sentia essa necessidade há um tempo, pois estou aqui há um ano aqui e tive que abandonar meus estudos quando saí da Venezuela, pela crise, por tudo. Com o curso, as coisas foram melhorando pra mim, não apenas no idioma, como também nos costumes, comidas e lugares. Queria trabalhar com turismo e saber um pouquinho da história deste país e de Manaus é algo muito importante”, observa.

Para Jaciel, o curso auxiliou muito sua compreensão da escrita em Português. “Há alguns dias, precisei fazer uma digitação no computador e me ajudou muito. Quando cheguei, não tinha coragem de escrever nada, mas, durante as aulas, comecei a escrever. Acho que se alguém quer aprender a falar, tem que falar. Se quer aprender a escrever, tem que escrever”, opina. A certificação no idioma, no entanto, não significa o fim do seu processo de aprendizado. ” Acho que ainda tenho que aprender um pouquinho mais, tentando falar com mais frequência, mas sinto que já melhorei muito. Percebo isso quando comentam comigo sobre como tenho falado melhor e como sou melhor compreendido. Para mim, que gosta de aprender várias línguas, é muito legal.” conclui, orgulhoso.  

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