Inscrições abertas para o Curso de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira do SJMR Brasil

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O SJMR Brasil, por meio do Projeto TECER, em parceria com o Projeto LER PUC Minas, abriu inscrições o “Curso de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira”. Gratuito, o curso é destinado para crianças, adolescentes, jovens e adultos migrantes e refugiados que se encontram em todo Brasil.
Devido à grande procura, as inscrições foram encerradas mas os interessados podem sem inscrever na lista de espera.

Com o objetivo de promover a integração de migrantes e refugiados por meio da formação da língua e culturas brasileiras, o curso poderá ser feito na modalidade remota (online) ou presencial, em Belo Horizonte (MG). A previsão para o início das aulas é no dia 01/03 e, após a confirmação de matrícula, os participantes deverão escolher um dia de aula por semana e realizar as atividades assíncronas direcionadas pelos educadores. As turmas serão organizadas de segunda a sexta-feira às 19h (horário de Brasília) na modalidade online e aos sábados no período da tarde presencialmente no Campus da PUC Minas Praça da Liberdade.

Alunos migrantes e refugiados do Curso de Português em 2019.

O Projeto TECER é uma comunidade intercultural de aprendizagens que visa um processo formativo que contemple uma educação emancipatória, como prática de liberdade, a partir de uma relação dialógica e horizontal, que considere, de fato, as características e os desejos que os sujeitos trazem consigo.  Por meio do PLAc (Português como Língua de Acolhimento) os grupos de aprendizagens são organizados pelos níveis: elementar, básico, intermediário e avançado.

Confira abaixo a experiência da migrante Keyra Muñoz, aluna do projeto Tecer:

“Eu estou agradecida primeiro por aquelas fundações e organizações que estão ajudando a nós os imigrantes para aprender, para ter mais conhecimento, que precisamos hoje em dia. Mas também vou falar sobre o curso, que é muito importante em nossas vidas, e da convivência e da comunicação nesse curso, que tem sido muito legal, com meus companheiros, com minha professora. Quando temos aquela pergunta, aquela dúvida, e ela (a professora) nos tem ensinado com muita paciência. Porque não é fácil, mas também não é difícil aprender, só precisa colocar empenho sobre o que quer aprender. Por exemplo, aquela motivação de aprendizagem foi se criando no grupo, porque ali a convivência é como uma família, e eu tô agradecida por isso porque ali estou aprendendo muitas coisas. Por exemplo, eu estava confusa em usar “pra” e “para”; eu pensava que eram duas palavras diferentes, mas a professora já explicou para nós; por exemplo “mas”, “mais” e “demais” também, e assim entre outros exemplos, ela nos tirou dúvidas, nos ensinou quando utilizá-las, nos ensinou também como utilizar os pronomes, os tempos, e eu tô agradecida por isso. Muito obrigada.”

Além de aprender a Língua Portuguesa e a Cultura Brasileira, os migrantes e refugiados estão em uma comunidade e rede de apoio para desafios, conquistas, sonhos e realizações para a vida, sendo reconhecidos e valorizados de forma sensível. No Projeto, a educação é a força que garante o reconhecimento identitário dos sujeitos em que todos aprendem e todos ensinam.

De acordo com Nilce Nicáro, educadora voluntária do projeto Tecer, a iniciativa é muito importante e empoderadora. “O projeto Tecer… O nome já diz muito, né? A gente remete a uma teia, uma teia de atendimento, uma teia de acolhida, uma teia de amor, de aprendizagem e de ensino. É muito lindo isso tudo que está acontecendo, e me sinto honrada no meio de tantos profissionais, no meio de tantas pessoas espalhadas pelo Brasil, de ter sido escolhida para fazer parte desse projeto”, relata.

Nilce ainda manda uma mensagem sobre o poder da educação na transformação e inclusão social. Confira:

Os alunos que estão conosco, eles têm se sentido muito, muito acolhidos. As propostas que nós colocamos durante as aulas, elas têm sido construídas muito junto com eles, e o aprendizado tem sido muito rico. Sempre que nós passamos algo ou compartilhamos algo com eles, eles se apropriam disso, então essa acolhida vai muito além do ensino só da língua portuguesa. Além da língua, a gente faz outros tipos de crescimento junto com eles. Nós somos um Brasil enorme de território, e eles têm muita curiosidade de conhecer a cultura brasileira, a economia… Então para a gente isso tem sido um aprendizado muito grande e tem uma fala do mestre Paulo Freire em que ele diz assim: ‘Defendo a educação desocultadora de verdades. Educar, educando e educadores funcionando como sujeitos para desvendar o mundo’. Paulo Freire tem essa fala, e eu me aproprio dessa fala com muito carinho, porque nós que somos educadores na verdade nós estamos também no aprendizado, nós estamos no lugar de aprendizado, e a gente se coloca nesse lugar porque nós temos esperança de acolher as pessoas com a inclusão. Então, eu estou muito feliz. Essa é a experiência que estou tendo, uma experiência muito rica e de muito crescimento. E espero que possamos estar juntos nas próximas etapas desse projeto, o projeto Tecer. Pode contar comigo!” 

Inscreva-se na lista de espera!

Comentário
  • Loiren nohemi fernandez sanchez
    responder

    Me gustatia prender el idioma para poder conseguir mejoras de trabajo e integrarme mejor en la cominidad brasilera

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