SJMR e ACNUR conhecem as histórias de mulheres migrantes sobreviventes da Violência Baseada em Gênero, em Boa Vista

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Com o objetivo de obter dados para a implementação de novos mecanismos de proteção acerca da Violência Baseada em Gênero (GBV – sigla em inglês para gender based violence), no 12 dia de janeiro, o SJMR em Boa Vista, em parceria com o ACNUR, promoveu um dia de entrevistas com diversas mulheres migrantes. A atividade está sendo realizada em sete países da América Latina e América Central e, em Roraima, escutou 24 mulheres venezuelanas.

Para a participação no estudo, foram convidadas mulheres maiores de 18 anos que foram sobreviventes de GBV, ou que tenham presenciado este tipo de violação. O propósito da iniciativa é, a partir dos resultados, propor novas as metodologias de suporte para as sobreviventes de violência baseada em gênero, além de repensar a maneira como esse assunto é abordado, de modo que a discussão possa ser facilitada e alcançar um número maior pessoas.

De acordo com Ives Breno, gestor de casos de proteção do SJMR em Boa Vista, a conscientização é uma das principais formas de se combater a violência de gênero. “A maioria das participantes relataram que não conhecem as leis de proteção á mulheres no Brasil, e informaram que em seu país de origem não possuem tais leis. Mas, elas se mostraram interessadas e participativas em relação às explicações feitas durante a entrevista”, relata.

As entrevistas semi-dirigidas aconteceram no escritório do SJMR e foram acompanhadas por Tamara Jurberg (Consultora ACNUR), Ives Breno (Gestor de Casos de Proteção SJMR), Luyandria Maia (Gestora de Casos de Proteção SJMR) e Iara e Keissy (Voluntárias de Proteção SJMR), garantindo a segurança e o bem estar de todas as mulheres ouvidas. “Podemos perceber que as mulheres entrevistadas falaram sem tabus, até mesmo contando experiências pessoais que vivenciaram em relacionamentos passados e traumáticos. Ao ter esse contato com essas mulheres, também conseguimos analisar o quão vulneráveis elas estão e como se encontram suas condições físicas e psicológicas após os traumas vivenciados, levando em consideração a condição de migração”, finaliza Ives.

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