Animação “Nosso corpo é só nosso” ensina crianças e adolescentes migrantes o direito ao próprio corpo como forma de prevenção ao abuso sexual

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A inciativa é uma das ações que marcam o 18 de maio (Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes) e aborda um tema delicado, mas importante: a proteção e a conscientização de meninas e meninos migrantes e refugiados.

O combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes, sobretudo de meninas e meninos migrantes e refugiados é tema central da animação educativa “Nosso corpo é só nosso” lançada pelo SJMR Brasil em parceria com a Plataforma R4V neste 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Numa conversa leve e divertida, disponível em português e espanhol, Marcos e Carol abordam o direito ao próprio corpo e, de forma didática, comentam situação cotidianas e do convívio familiar que merecem atenção. Os personagens também destacam que “não é não” e dão dicas de como buscar pessoas de sua confiança ou espaços seguros de proteção, quando uma situação estranha ou ruim acontecer.

A animação “Nosso corpo é só nosso” faz parte de uma série de produtos realizados para o projeto PSEA – Proteção contra Exploração e Abuso Sexual, realizado em parceria com o ACNUR, que busca informar e sensibilizar crianças, homens, mulheres e a comunidade LGBTQIA+ migrante e refugiada sobre a prevenção da exploração e do abuso sexual. Além do desenho educativo, a iniciativa produziuo documentário “Meu Corpo, Minha Fronteira”, além de cenas de teatro e livretos infanto-juvenis para sensibilização do tema. Todas as produções abordaram questões relacionados à exploração sexual e situações de abuso e violência sexual.


Animação em Português.
Animação em Espanhol.

Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

A data do dia 18 de maio foi instituída em 1988 para lembrar e dar visibilidade a um crime bárbaro que chocou o Brasil, em 1973, quando a menina Araceli Cabrera Sanches, de apenas oito anos de idade, foi sequestrada no Espírito Santo, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O crime ficou impune.

Diariamente, crianças e adolescentes são expostos a diversas formas de violência nos vários ambientes por eles frequentados, sobretudo meninas e meninos migrantes e refugiados. Muitos viajam desacompanhados e estão ainda mais vulneráveis para situações de violência, exploração e abuso.

De acordo com o Relatório de Mundial de Migrações de 2020 da Organização Internacional para as Migrações (OIM), 272 milhões de pessoas são migrantes internacionais e, dentre elas, 31 milhões são crianças e adolescentes. Ou seja, 1 a cada 8 migrantes são crianças ou adolescentes e protegê-los de situações de abuso e vulnerabilidade é fundamental e um dos compromissos do SJMR Brasil.

Em nosso país, as crianças e adolescentes refugiadas e migrantes possuem os mesmos direitos que as brasileiras e estão protegidas pelo Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Além da conscientização, uma das formas mais eficazes de combater abusos e explorações é a denúncia, que pode ser feita por meio do Disque 100, um canal da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) que funciona 24 horas por dia. A ligação é gratuita e a identidade do denunciante é mantida em sigilo. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis.

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